22 de junho de 2021
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Degradação das pastagens: diversas áreas precisam de intervenção urgente

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O comportamento de diversos produtores vem refletindo em alguns problemas tanto para sua produção quanto para o meio ambiente, como é o caso da degradação de pastagem. Poucos sabem, mas segundo pesquisa da ANUALPEC de 2013, cerca de 20% do território brasileiro é ocupado por pastagens, e destas, 80% possuem sinais de degradação que precisam de intervenção urgente.

As conseqüências negativas da degradação afetam não somente a propriedade, segundo Consultor Técnico de Corte da empresa Alta, Rafael Mazão, mas sim toda a sociedade. A técnica utilizada pelo produtor, em aplicar fogo no local para renovar as pastagens é um método de baixo custo muito utilizado para desmatar a área.  

O resultado destas queimadas é a destruição da natureza, a poluição, a perda da fertilidade do solo e o desequilíbrio ambiental. De acordo com Consultor, “estas geram perda de 100% do carbono, 98% do nitrogênio e 95% do enxofre da biomassa vegetal”.

O reflexo dessa prática para o produtor é a diferença no bolso, porém nem todos associam que a queda do rendimento da atividade é conseqüência da degradação de suas pastagens. “Diversos outros fatores são atribuídos à redução do faturamento em projetos com boa gestão, desde a variação dos preços da arroba até a redução da taxa de prenhez das matrizes”, explica.

A recuperação desses solos provoca diversas vantagens ao criador, como a redução da incidência de pragas, de doenças e plantas invasoras; melhoramento da infiltração da água das chuvas; aumento da reciclagem de nutrientes no solo e eficiência de seu e extração pelas plantas. Há também benefícios ambientais, como a possibilidade de diminuir a velocidade do avanço da fronteira agrícola, a menor emissão de carbono e a queda da emissão de metano pelos animais, em conseqüência da melhor qualidade dos pastos.

Todas as utilidades sejam para benefício biológico do solo e ambiental da propriedade, ou seja, quanto à redução de custos e maior produtividade da atividade, torna evidente que a recuperação deveria ser adotada pela maioria dos pecuaristas.