19 de outubro de 2020
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Romancista é eleito para ocupar cadeira na Academia Brasileira de Letras

O escritor baiano Antônio Torres foi eleito nesta quinta-feira (7) como o responsável para ocupar a cadeira de número 23 da ABL (Academia Brasileira de Letras). Ele substitui o espaço vago desde o dia 3 de agosto com a morte do jornalista e musicólogo Luiz Paulo Horta. Romancista, Torres obteve 34 dos 39 votos.

A cadeira, fundada pelo primeiro presidente da ABL, Machado de Assis, já teve como ocupantes os escritores Lafayette Rodrigues Pereira, Alfredo Pujol, Otávio Mangabeira, Jorge Amado e Zélia Gattai.

Nascido em 1940 em um povoado chamado Junco, hoje a cidade de Sátiro Dias, no sertão da Bahia, Torres estudou em Salvador (BA), onde começou a trabalhar como repórter no Jornal da Bahia. Também foi publicitário em São Paulo, antes de se mudar para o Rio de Janeiro.

A estreia na literatura ocorreu em 1972, com o romance Um Cão Uivando para a Lua. Desde então, publicou outras 15 obras, entre elas Essa Terra (1976) e Um Táxi para Viena D´Áustria (1991), ambas traduzidas para o francês e que valeram ao escritor a condecoração de Chevalier des Arts et Lettres, concedida em 1998 pelo governo da França

Torres também recebeu outros prêmios literários, entre eles o Machado de Assis, da própria ABL, concedido em 2000. Os romances e livros de contos do escritor têm como cenários tanto o meio rural como a vida urbana ou ainda a história do Brasil, como é o caso de Meu Querido Canibal (2000), que relata a saga dos índios tamoios, na época da fundação da cidade do Rio de Janeiro.

Em 2011, Torres tentou ingressar na academia, mas foi derrotado pelo jornalista Merval Pereira Filho. Os outros escritores que concorriam à cadeira 23 eram Blasco Peres Rego, Eloi Angelo Ghio, José Wiliam Vavruk, Felisbelo da Silva e Wilson Roberto de Carvalho de Almeida.

(Portal TerraO