03 de abril de 2025
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Ações Sociais e Programas atendem 150 povos indígenas em 800 aldeias brasileiras

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Equipes multidisciplinares da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (CONAFER) têm percorrido aldeias indígenas de Norte a Sul do Brasil, levando ações sociais, programas e serviços para povos originários. A iniciativa, coordenada pela Diretoria de Ação Social e Inclusão e pela Secretaria Nacional Indígena, alcançou até o início de junho de 2024 cerca de 150 povos em 800 aldeias, oferecendo apoio em saúde, educação e assistência jurídica.

Desde a região amazônica, lar dos Yanomami, até o sul do país, onde vivem os Guarani Mbyá, a CONAFER realiza ações promovendo o reconhecimento, fortalecimento e valorização das tradições e costumes, valorizando atividades produtivas e auxiliando na saúde e educação das comunidades. Além disso, a Confederação tem oferecido suporte na luta por autonomia e na defesa dos direitos originários, incluindo demarcações territoriais e preservação cultural.

Todos os indígenas são reconhecidos como agricultores familiares pela Lei da Agricultura Familiar, a Lei nº 11.326, de 2006. Portanto, a história do genocídio de 6 milhões de indígenas, desde que os colonizadores chegaram na América, e aqui se fixaram infringindo direitos humanos e os direitos dos povos originários, deixou uma herança de luta.

De acordo com a CONAFER, a atuação nos territórios na se limita a grandes iniciativas sazonais.

Ante a catástrofe climática, no sul do Brasil, durante as cheias do Rio Itajaí, e em outras ocasiões de emergência, a Carreta Solidária tem fornecido alimentos, água e roupas às famílias desalojadas. Da mesma forma, em eventos como o Natal e a Páscoa, ações pontuais têm levado alegria e apoio material às aldeias indígenas, como no Paraná e em Pernambuco.

Na última Páscoa, o estado do Paraná foi o primeiro a receber a visita do coelhinho para alegria de meninos e meninas da Aldeia Laranjinha, em Santa Amélia, em Tamarana, na aldeia Posto Velho, na cidade de Abatiá, no Centro Cultural, em Londrina, na Aldeia Água Branca. 

Além das ações diretas, a CONAFER disse que estabeleceu parcerias estratégicas, como um acordo com a Fundação Hospitalar Mata Atlântica, para garantir serviços hospitalares aos agricultores indígenas. Além disso, são realizadas operações conjuntas com o INSS e associações locais para oferecer serviços previdenciários nas aldeias, inclusive em regiões remotas como o Alto Rio Negro.

"A Confederação não apenas fornece assistência material, mas também investe na capacitação e formação das comunidades. Cursos de formação de brigadistas e vigilantes, por exemplo, têm sido ministrados em territórios indígenas, como no Território Xukuru do Ororubá em Pernambuco. Além disso, programas como o Mais Educação Livre têm sido lançados para promover o ensino e a preservação da cultura indígena em todo o país", reforçou a entidade.  

"O compromisso da CONAFER com os povos originários vai além da assistência imediata. A Confederação tem se dedicado à defesa dos direitos indígenas, lutando por proteção territorial, liberdade de expressão e preservação cultural. Essa parceria é essencial para promover o desenvolvimento socioeconômico das aldeias e fortalecer as comunidades indígenas, garantindo um futuro sustentável para esses povos", completou.

Alunos da Aldeia Jaguapiru em Dourados foram beneficiados com material escolar, incluindo notebooks, viabilizados por um dos programas da Conafer. Foto: ArquivoAlunos da Aldeia Jaguapiru em Dourados foram beneficiados com material escolar, incluindo notebooks, viabilizados por um dos programas da Conafer. Foto: Arquivo

Um dos programas idealizado e organizado pela CONAFER, o Mais Educação Livre (MEL), é um exemplo de ação além do discurso. Por meio do MEL, livros e notebooks foram entregues aos pequenos alunos da Aldeia Jaguapiru, em Dourados (MS). 

FONTE: CONAFER