30 de outubro de 2020
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CULTURA

Após 16 anos, artista plástica repete exposição pedindo preservação e amor a natureza

Com obras expostas em vários países, artista sul-mato-grossense, Lúcia Martins, lança exposição nesta quarta-feira (13), no Marco

Após 16 anos, a artista plástica Lúcia Martins, relança nesta quarta-feira (13), no Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul (Marco) em Campo Grande, a exposição criada por ela em 2003. Chamada “A, AR, Árvore”, a exposição instalada naquele ano marcou a trajetória da artista, e poderá ser revista, relembrada e apresentada aos novos, nessa quarta, às 19h30. Conforme Lúcia, a exposição apesar de preservar a essência, traz algumas novidades. “Esse tema da preservação ambiental continua vivo e cada vez mais presente. Minha exposição é acima de tudo uma esperança de que cada um de nós entendamos que o planeta sempre sofrerá transformações, mas cabe a nós ajudar para que elas sejam positivas, respeitando o fluxo da natureza”, explicou.

Cerca de 14 quadros, 2 tapeçarias e 84 fotografias selecionados, entre elas as obras que expressam os universos poéticos. “Reserva Mamirauá”, “Fazenda Campana”, “Baía do Padre”, “Vale do Guaporé”, “Parque das Nações Indígenas” e “No caminho de casa”.

Além de três esculturas: Árvore - guerra, Árvore - vaca e Árvore - liberdade. “Sagradas, feridas, tribais ou cortadas, as árvores são mais que uma árvore, são a grande metáfora desta exposição, são o signo ancestral da vida e da sabedoria. Lúcia desenha árvores bordando, criando, assim, sua própria ciência, retraçando o eixo do mundo, celebrando raízes e inventando histórias”, definiu Maria Adélia Menegazzo, da Associação Brasileira de Críticos de Arte/MS.

A exposição “A, Ar, Árvore II” integra a terceira temporada do Marco, e divide espaço no museu com os trabalhos de Leoni Manrique (Bolívia), Descendentes de Lídia (MS) e Andréa Bracher (RS). Os trabalhos de Lúcia Martins ficarão expostos do dia 13 de novembro até fevereiro de 2020. “Eu falo para quem ama a natureza e questiona as modificações que ela sofre. Acredito que ter nascido em Mato Grosso do Sul e ter sido criada numa fazenda me fez observar muito a natureza, e ainda é um tema que mexe muito com a minha imaginação. Por isso, além da beleza estética também procuro transmitir essa mensagem de preservação ambiental que perpassa todas as obras escolhidas”, concluiu a artista.

Lúcia Martins Coelho Barbosa vive e trabalha em Campo Grande/MS, há mais de 42 anos atua na área de artes plásticas com acrílico, pastel seco, aquarela e técnicas mistas. Já expôs suas obras em Portugal, Itália, França, EUA, Japão e Paraguai, e recebeu diversas premiações. Em 2016 criou o Múltiplo Ateliê, que mistura arte com gastronomia, dança, yoga e audiovisual.

SERVIÇO

A exposição “A, Ar, Árvore II”, será inaugurada nesta quarta-feira, dia 13 de novembro, a partir das 19h30 no Marco, localizado na Rua Antônio Maria Coelho, 6000 (dentro do Parque das Nações Indígenas).