O vereador Wilton Celeste Candelorio (Leinha) publicou um vídeo nesta 3ª feira (16.jun.26) em que afirma ter sido alvo de uma ação judicial movida pela AS Consultora e Comércio Ltda (CNPJ: 60.155.885/0001-20), de Anderson dos Santos Amorim.
Segundo o legislador, a medida ocorreu após ele realizar manifestações públicas acerca de fiscalizações em obras na cidade sob responsabilidade empreiteira.
Leinha explicou que a empreiteira de Amorim realiza intervenções nos residenciais Botafogo e Jardim das Perdizes e disse que o cenário encontrado é de atraso nas entregas e problemas na execução.
No vídeo, Leinha questiona:
“Quanto custa o silêncio de cada vereador aqui? Quanto custa fiscalizar?”.
De acordo com Leinha, a Câmara aprovou recentemente um requerimento contra a AS.
O legislador afirmou que o prazo no Jardim das Perdizes, previsto para julho, dificilmente será cumprido.
Leinha disse ainda que foi surpreendido com a ação judicial da empresa, pedindo a retirada de conteúdos publicados por ele e uma indenização de R$ 100 mil por danos morais.
“Eles querem que eu fique quieto ou que eu pague R$ 100.000 a eles”, afirmou.
Segundo o vereador, a liminar pedida pela empresa foi negada pela Justiça no dia 10 de junho. Assista:
'AMEAÇA DE TIRO NA CARA'
Vale lembrar que em maio, o vereador havia registrado boletim de ocorrência após uma fiscalização em uma obra de asfalto e drenagem na Rua Cascais. A intervenção também é comandada pela AS.
Conforme Leinha, naquela ocasião, foi ameaçado pelo responsável pela a obra após questionar o andamento dos serviços.
“Ele [empreiteiro] já veio falando que a gente era vagabundo, que vereador não presta. Mandou eu sair dali, dizendo que aquilo era dele. Eu disse que é área cedida da prefeitura, onde vai ser até uma praça que a gente conseguiu o recurso. Aí ele falou: ‘se você não sair agora, eu vou meter um tiro na sua cara’, descreveu o parlamentar em vídeo nas redes.
Leinha salientou que a obra soma cerca de R$ 8 milhões e que o ritmo de execução é lento, apesar de os pagamentos estarem "em dia", segundo o Executivo campo-grandense.
"Uma licitação de 8 milhões que tem só dois tratores fazendo a obra e cinco peão para fazer uma obra que já tá oito meses parada, praticamente. Eles tem que fazer todo o asfalto, um pedaço aqui do Botafogo e no Jardim Monte Alegre. Aí eles começaram pela Rua da Divisão fazendo a drenagem, eles fizeram a drenagem daqui e o resto abandonaram, tá parado, deixaram buraco, caiu carro, caiu tudo aqui dentro", relatou.
Segundo Leinha, no dia em que foi ameaçado, haviam poucos trabalhadores no canteiro e trechos abandonados. O vereador também afirmou ter encontrado condições precárias no local.
"Ele [empreiteiro] estava lá com mais quatro pessoas trabalhando para ele, inclusive, todos venezuelanos, trabalhando e morando dentro de um contêiner lá, sem nada, escravo mesmo", disse Leinha no dia da ameaça.
Agora, Leinha afirmou que mesmo diante das ameaças e pressões não pretende recuar.
“Se o preço de fiscalizar for esse, a gente continua fiscalizando”, concluiu.











