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tera, 02 de junho de 2020

CORONAVÍRUS

Brasil passa à 3º no mundo; negros e pardos são 54,8% dos mortos por covid-19

Mais da metade das mortes são de negros e pardos

Por: TERO QUEIROZ19/05/2020 às 08:28
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A pandemia da covid-19 é mais um capítulo das desigualdades raciais e de classe vigentes na sociedadeA pandemia da covid-19 é mais um capítulo das desigualdades raciais e de classe vigentes na sociedadeFoto: Pedro Conforte/Plantão Enfoco

Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou mais 674 mortes e 13.140 novos infectados pela Covid-19, o novo coronavírus. O total de mortes é de 16.853 pessoas que perderam a vida para a doença e 254.220 estão oficialmente registrados com a doença, de acordo com o Ministério da Saúde. O Brasil passou, nesta 3ªfeira o Reino Unido, em números de casos, e alcançou a terceira posição no ranking de países com mais mortes pela doença. Mais da metade das mortes são de negros e pardos. Em um mês, conforme a doença se espalhou na direção de periferias e comunidades, saíram 32,8% para 54,8% do total. Morrem mais, pois o mesmo grupo representa apenas 46,7% das internações pela doença.

A taxa de expansão da doença caiu desde o início da pandemia no país. Foi de 3,5 para 1,4. Ou seja, cada dois brasileiros infectados transmitem o novo coronavírus para outros três. O valor, no entanto, ainda é alto.

O Brasil teve uma pequena alta no isolamento pela primeira vez em dois meses. O índice está em 44,84%, mas ainda bem abaixo de 50%. Os estados acima da média nacional são Amapá, Pernambuco, Pará e Ceará — todos entraram em lockdown.

São Paulo corre o risco de o pico de mortes entrar em platô. Ou seja, uma situação de pico contínuo. Em uma semana, o estado registrou mais de mil mortes por Covid-19. Dados do governo estadual mostram que doença está se propagando quatro vezes mais rápido no interior e litoral do estado paulista.

O ministro interino Eduardo Pazuello apresentou novo protocolo para a cloroquina. Como queria Bolsonaro, pelas novas regras, os médicos poderão utilizar o medicamento em qualquer paciente com Covid-19. Segundo Andreia Sadi, Bolsonaro só vai indicar um novo nome para o cargo após assinar a mudança. O governo tem sido alertado de que nenhum médico de renome concordaria com a ideia. A manobra é fazer o ministro interino assinar, e só depois buscar um nome que aceite as consequências do futuro com uso da cloroquina. 

Os médicos da rede pública já sentem a pressão para recomendar a cloroquina. E na rede privada, a indicação também aumenta e já faz parte de protocolos de alguns planos de saúde.

O Brasil pode ficar no final da fila para uma possível vacina. Por causa das polêmicas de Bolsonaro, o país sequer foi convidado para lançar a iniciativa global que visa o desenvolvimento de uma vacina e reúne países como França e Alemanha.

*A Foto é de artigo publicado AQUI - link do site Brasil de Fato

 

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