21 de outubro de 2020
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DIREITOS

Mulheres abraçam Casa da Mulher Brasileira em Campo Grande

A cada 26 segundos uma mulher é vítima de ofensa verbal, a cada 6,3 segundos uma mulher é ameaçada de violência, a cada 7,2 segundos uma mulher sofre violência física

Para denunciar os altos índices de violências praticados contra  Mulheres e os cortes nos recursos promovidos pelo governo federal, representantes da Ação das Mulheres Trabalhistas AMT PDT MS, em parceria com movimentos sociais de mulheres e feministas irão abraçar a Casa da Mulher Brasileira, dia 07 de março, às 15 horas, nesta capital.

De acordo com Leyde Pedroso, vice presidenta da AMT PDT MS, as dirigentes irão somar voz com a de milhares de mulheres que sofrem violências todos os dias no Brasil pois, de acordo com o Instituto Maria da Penha, a cada 2 segundos uma mulher sofre violência física e verbal no Brasil. A cada 26 segundos uma mulher é vítima de ofensa verbal, a cada 6,3 segundos uma mulher é ameaçada de violência, a cada 7,2 segundos uma mulher sofre violência física. A cada 1,4 segundos uma mulher é vítima de assédio. A cada 4,6 segundos uma mulher é assediada no trabalho. A cada 6,1 segundos sofre assédio físico no transporte coletivo!

Já em Mato Grosso do Sul a realidade de violências também é preocupante, conforme dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Justiça (Sejusp), de janeiro de 2019 a 23 de junho de 2019 foram registradas 35 mortes de mulheres por feminicídio. E em Campo Grande, de fevereiro de 2015 (inauguração da Casa da Mulher Brasileira) até dezembro de 2019 foram realizados 68.173 registros de casos de violências na Casa da Mulher Brasileira e 442.580 (quatrocentos e quarenta e dois MIL, quinhentos e oitenta) encaminhamentos, de acordo com estatísticas apresentadas pela Subsecretaria Municipal de Políticas para as Mulheres de Campo Grande - SEMU.

Mesmo com esse lamentável quadro de violências e impunidades contra as Mulheres, maioria da população brasileira, o (des) governo fascista do presidente Bolsonaro, de acordo com a Frente Parlamentar Feminista Antirracista com Participação Social reduziu o orçamento da Secretaria da Mulher, órgão do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, de 119 milhões de reais para 5,3 milhões de reais entre 2015 e 2019!

CRUZES

Desta forma, em gesto de protesto as Mulheres pedetistas irão somar vozes para dizer que basta de violências! Juntamente com movimentos sociais de mulheres, partidos políticos, feministas, sindicalistas, mulheres do campo e da floresta, lésbicas, trans, mulheres com deficiências, jornalistas, trabalhadoras domésticas, e outras categorias de trabalhadoras irão colocar cruzes na Avenida Afonso Pena, simbolizando casos de feminicídios. Em seguida abraçarão a Casa da Mulher Brasileira para dizer que este projeto de atendimento às mulheres em situação de violências é fruto de muitas caminhadas e reivindicações das Mulheres brasileiras.

Também reivindicam que os repasses de recursos para as políticas das mulheres sejam efetivados pelo governo federal e que a Casa da Mulher Brasileira permaneça viva, com os plantões funcionando 24 horas por dia, inclusive aos sábados, domingos e feriados.

No local além dos protestos haverá várias manifestações culturais.

O abraço acontece em frente à Casa da Mulher Brasileira, que fica na Rua Brasília, Jardim Imá, em Campo Grande – MS.