17 de junho de 2024
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MERCADO AUTOMOBILÍSTICO

Setor de motocicletas no Brasil: história, dados e figuras importantes como Rodrigo Borges Torrealba

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Uma indústria diretamente ligada à estabilidade econômica do país, o setor de motocicletas tem um faturamento mundial projetado de mais de 145 bilhões de dólares para 2024, segundo dados do Statista. O segmento só vem crescendo nos últimos anos, e isso não é diferente no Brasil, país no qual as motocicletas dominam o mercado automotivo.

Neste artigo, é descrita brevemente a origem da indústria das motos no Brasil e como anda o mercado atual. Além disso, estão mencionadas as marcas e motocicletas mais populares no país atualmente, e a importância de figuras como Rodrigo Borges Torrealba para esse setor tão indispensável para a economia brasileira.

Evolução da indústria de motocicletas no país

Um estudo da ABRAMET aponta que, apesar de a primeira motocicleta fabricada no Brasil ter sido a Monark, em 1951, foi somente na década de 1970 que as motos começaram a se popularizar no país como instrumentos de lazer. A Yamaha, por exemplo, chegou ao Brasil em 1970 como a primeira fabricante de motocicletas em território nacional. A partir dos anos de 1980, esses veículos também passaram a ser empregados como ferramentas de trabalho, cujo uso se generalizou no transporte de pequenas cargas — e, posteriormente, no transporte humano.

Desde a sua popularização, a indústria de motocicletas se tornou robusta, e é hoje uma das mais importantes para a economia brasileira. A Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (ABRACICLO), que mapeia a produção de motocicletas do país desde 1975, divulgou em seu relatório de 2023 os dados históricos. Conforme as informações disponibilizadas, em 1975 foram produzidas 5.200 motocicletas no Brasil. Dez anos depois, em 1985, foram produzidas 161.378 unidades, e em 1995 esse número saltou para 217.327.

Dados recentes de produção de motocicletas no Brasil

Em 2023, último ano mapeado pela ABRACICLO, foram produzidas mais de 1,57 milhão de motocicletas no país, a maior quantidade em uma década, o que demonstra a força crescente desse setor. Foi um aumento de 11,3% do ano anterior, que superou as expectativas da indústria. De acordo com a ABRACICLO, as motocicletas representam o meio de transporte que mais cresce no país.

“Alguns dos fatores que influenciam no aumento da produção de motocicletas são a inflação e o Produto interno Bruto (PIB) do país, as variações nas taxas de juros, a confiança do consumidor e o desempenho de outros segmentos da economia, como, por exemplo, o setor que abrange as entregas e mototáxi,” explica o CEO da Moto-X, Rodrigo Borges Torrealba.

Quem é Rodrigo Borges Torrealba

Um executivo com uma carreira diversa que se iniciou no comércio marítimo, Rodrigo Borges Torrealba atualmente trabalha como Diretor Executivo da Moto-X, uma das maiores revendedoras da Yamaha no Brasil. Rodrigo Torrealba iniciou sua trajetória atuando por muitos anos na Cia. Paulista de Comércio Marítimo, onde aperfeiçoou as suas habilidades de gestão operacional e planejamento estratégico nos cargos de Gestor Comercial e, posteriormente, Diretor Comercial para a Europa.

A transição de carreira do comércio marítimo para o ramo das motocicletas, motivada pela paixão de Rodrigo Borges Torrealba pelo motociclismo, foi um passo ousado, mas que destaca o espírito aventureiro do executivo. Com essa mudança de setor, ele adaptou as suas habilidades em comércio marítimo para a nova empreitada na Moto-X, como o conhecimento sobre relações comerciais nacionais e internacionais, seu domínio em planejamento estratégico e em liderança operacional.

Impacto de Rodrigo Torrealba na Moto-X e indústria de motocicletas

Sediada no Rio de Janeiro, a Moto-X é uma das maiores revendedoras de motocicletas Yamaha do Brasil. A Moto-X, liderada por Rodrigo Borges Torrealba, atua em diversas cidades do Rio de Janeiro, oferecendo atendimento personalizado e serviços de qualidade para clientes da fabricante. Através da Moto-X Yamaha, o empresário vem se tornando uma das principais figuras do setor de motocicletas brasileiro, principalmente pelo seu estilo de liderança, que se destaca por apresentar um aspecto visionário e inclusivo.

Através de revendedoras como a Moto-X, a Yamaha, que atualmente é uma das principais fabricantes de motocicletas do país, ganha visibilidade e alcance. Em sintonia com a Yamaha, a empresa de Rodrigo Borges Torrealba vem trazendo uma variedade de produtos que apelam a uma base diversificada de clientes e que abraçam a sustentabilidade. Isso afeta positivamente toda a indústria de motocicletas do país, se alinhando às tendências ambientais globais e à crescente capacidade de senso crítico dos consumidores de motocicletas brasileiros.

Mercado atual de motocicletas no Brasil

O Statista aponta que, atualmente, o Brasil é o quarto país que mais fatura com a venda de motocicletas no mundo, ficando atrás somente da Índia, China e Tailândia. Somente no primeiro trimestre de 2024, já foram emplacadas mais de 423 mil unidades de motos no país, o que representa uma quantidade 21% maior do que no mesmo período do ano anterior.

As duas principais fabricantes de motocicletas do Brasil são a Honda e a Yamaha, que, juntas, têm uma fatia de mais de 87,92% do mercado, segundo a Fenabrave. No primeiro trimestre de 2024, foram emplacadas 305.954 motocicletas Honda e 74.085 motocicletas Yamaha, o que demonstra a força dessas marcas no mercado brasileiro. Quanto aos modelos mais vendidos, a seguir estão as 10 motos mais emplacadas no Brasil no primeiro trimestre de 2024:

  1. Honda CG 160: 102.931 unidades
  2. Honda Biz: 72.084 unidades
  3. Honda Pop 110I: 37.186 unidades
  4. Honda NXR 160: 36.232 unidades
  5. Mottu Sport 110I: 15.011 unidades
  6. Honda PCX 160: 13.927 unidades
  7. Honda CB 300F: 11.955 unidades
  8. Yamaha YBR 150: 11.376 unidades
  9. Honda XRE 300: 11.201 unidades
  10. Yamaha Fazer 250: 11.168 unidades

Tendências de consumo

O aumento no faturamento da indústria das motocicletas no país não é à toa, e ele vem sendo causado principalmente pela migração dos consumidores de carros para os veículos de menor custo de aquisição e manutenção, como as motos. Assim, a principal tendência de consumo atual é a economia, o que explica a crescente popularidade de modelos como a Honda Pop 110i e Yamaha YBR 150.

“Há também um certo crescimento em vendas dos modelos flex de motocicletas da Yamaha, característica que, aliada à injeção eletrônica, baixo consumo de combustível e motor durável, atende bem o público com maior preocupação com o meio ambiente”, explica Rodrigo Torrealba. A Factor 150, por exemplo, da Yamaha, tem um motor flex que pode ser abastecido com etanol e se encaixa nesses quesitos relacionados à sustentabilidade.

Futuro do setor de motocicletas

À medida que o futuro se aproxima, o setor de motocicletas no Brasil enfrenta desafios e oportunidades. A demanda crescente por mobilidade urbana eficiente e acessível, indica que a indústria permanecerá em sua trajetória ascendente. Um dos aspectos mais promissores é a crescente conscientização ambiental entre os consumidores e imposições regulatórias.

Com isso, espera-se que as fabricantes de motocicletas, com a ajuda de figuras visionárias importantes no setor, como Rodrigo Borges Torrealba, intensifiquem seus esforços para desenvolver e promover veículos mais ecológicos e eficientes em termos de combustível.

Além disso, a tecnologia continuará desempenhando uma função fundamental na evolução do mercado. A integração de recursos avançados, como sistemas de segurança aprimorados e conectividade inteligente, moldará o cenário das motocicletas brasileiras nos próximos anos. Empresas como a Moto-X, sob a liderança de Rodrigo Borges Torrealba, estão posicionadas para aproveitar essas oportunidades tecnológicas, trazendo inovações que não apenas atendam, mas também antecipem as necessidades dos consumidores.

Por fim, o setor de motocicletas brasileiro continuará a ser influenciado por fatores econômicos e políticos. Flutuações na taxa de câmbio, mudanças nas políticas governamentais e oscilações no mercado de trabalho podem impactar a demanda e a produção de motocicletas. No entanto, com líderes visionários como Rodrigo Borges Torrealba à frente, a indústria está bem posicionada para enfrentar esses desafios e prosperar no cenário econômico em constante evolução do Brasil.