25 de junho de 2021
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Com IPTU abaixo do estimado, prefeitura deve limitar investimentos em obras na Capital

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Com aprovação do reajuste de 12,58% do IPTU (Imposto Territorial, Predial Urbano), a prefeitura de Campo Grande começa a analisar quais áreas da administração pública sofrerão maior impacto devido à redução da receita arrecadada.

Segundo o titular da Seplanfic (Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Controle) André Scaff, a expectativa do município era trabalhar com uma arrecadação maior proveniente de um reajuste de 23% do imposto, que seria o "ideal" para suprir todos os gastos públicos municipais. "Como a arrecadação será menor do que esperávamos teremos que fazer uma readequação orçamentária", diz Scaff.

O secretário explicou que grande dos gastos do município são fixos, como por exemplo folha de pagamento, manutenção da unidades de saúde, escolas municipais, por isso, com estimativa de receita menor, a prefeitura não terá muitas opções a não ser diminuir o valor aplicado em investimentos de infraestrutura, uma vez que o prefeito Gilmar Olarte (PP) , antecipou não pretender reduzir gastos na área da saúde.

"Ainda vamos conversar com prefeito, nos reunir e readequar o orçamento de 2015 diante da nova perspectiva de arrecadação, mas provavelmente a área de infraestrutura será a que deve sofrer maior impacto de cortes, mas isso ainda não é certo, vamos sentar e discutir tudo com o prefeito." A redução certamente será prejudicial para a população, em especial  no que se refere a obras de drenagem e pavimentação, que, desde agosto sob comando da nova titular da Seintrha Kátia Castilho, estão atrasadas, algumas inclusive correm risco de perder recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal devido ao atraso.

O reajuste o IPTU foi aprovado hoje pela manhã durante sessão na Câmara de Vereadores da Capital. Dos 23 vereadores, Mario Cesar (PMDB); Carla Stephanini (PMDB); Paulo Siufi (PMDB); Magali Picarelli (PMDB); Vanderlei Cabeludo (PMDB); Coringa (PSD); Delei Pinheiro (PSD); Carlão (PSB); Chocolate (PP); Gilmar da Cruz (PRB); Professor João Rocha (PSDB); Alceu Bueno (PSL); Eduardo Romero, Flávio César e Otávio Trad, todos do PTdoB; Elizeu Dionzio e Herculano Borges, ambos do SD votaram a favor do reajuste. Os vereadores da oposição Luiza Ribeiro (PPS), Cazuza (PP), Paulo Pedra (PDT) e os petistas Zeca do PT, Ayrton Araújo e Thaís Helena votaram contra o projeto de aumento do IPTU. Edson Shimabukuro (PTB), Airton Saraiva (DEM) e Grazielle Machado (PR) faltaram à sessão, e Chiquinho Telles (PSD) se retirou do plenário na hora da votação.

Heloísa Lazarini