12 de abril de 2021
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Dois meses após operação de reparos, número de buracos em avenida da Capital aumenta e chega a 164

Se existem assuntos que se tornaram recorrente entre campo-grandenses, sem dúvida, os buracos que tomam conta das ruas da Capital estão no topo da lista. Atendendo a sugestões dos leitores, a equipe do MS Notícias, voltou à avenida Albert Sabin, principal via do bairro Taveirópolis, para conferir como está situação do local depois da “Operação Tapa-Buraco”, lançada em 11 novembro de 2015 ao custo de R$ 6 milhões.

No dia 10 de novembro de 2015, o MS Notícias percorreu toda extensão da avenida e identificou 145 buracos. Duas semanas depois, equipes da Pavitec Engenharia estiveram no local para realizar “Operação Tapa-Buraco”, todos buracos foram devidamente cobertos com nova de asfalto.

Entretanto, conforme reportagem constatou nesta sexta-feira (15), a Avenida Albert Sabin, que antes tinha 145 buracos, agora conta com 164 buracos. Basta comparar as fotos registradas no dia 10 de novembro e nesta sexta-feira (15), para perceber que muitos buracos são novos e outros são os mesmos de 2015, apenas maiores.

Um deles, na frente da farmácia São Bento, chama atenção dos comerciantes da região. “Antes era um buraco só, depois eram três, agora, com chuva da semana passada, eles se juntaram evirou essa cratera”, diz José de Oliveira, que trabalha na região há cinco anos.

Resposta da Prefeitura

De acordo com secretário adjunto de infraestrutura, João Dimas, todo trabalho realizado pelas empresas terceirizadas dentro da “Operação Tapa-Buraco” é fiscalizado por técnicos da Secretaria Municipal da Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha). Porém, conforme secretário adjunto, com chuva, novos buracos são abertos devido à precariedade do pavimento das vias de Campo Grande. “É preciso entender que vida útil do pavimento é de 10 anos e no caso desta avenida e da maioria das vias da Capital, esse prazo já está ultrapassado, então com chuvas, surgem novos buracos.”

Porém, em relação aos buracos reincidentes, o secretário adjunto garante que houve fiscalização, mas admite que problema possa ter sido causado pela qualidade da massa aplicada. De acordo com secretário adjunto, quando buraco é aberto, é preciso que seja aplicado capa de CBOQ (massa asfáltica) com espessura entre três e cinco centímetros, entretanto, mesmo com aplicação, qualidade não é a mesma de um pavimento novo devido aos estragos causados pelo tempo. “Com isso, mesmo aplicando capa de cinco centímetros, por exemplo, com tempo, com tráfego de veículos e como pavimento é muito antigo, isso pode acontecer”, diz Dimas.

Outro fator que interfere no tempo de vida de uma “cobertura asfáltica” é temperatura da massa no dia da aplicação, diz secretário adjunto. “A massa precisa estar entre temperatura de 110º e 170º, porém, às vezes, com chuvas, ela esfria muito rápido e é preferível aplicá-la dessa forma, resolvendo problema daquele buraco naquele momento até para evitar acidentes, mesmo sabendo que vida útil pode ser inferior, é melhor do que descartá-la.”

A equipe do MS Notícias entrou em contato com empresa responsável pela obra na Avenida Albert Sabin, a Pavitec, porém até fechamento desta matéria não obteve retorno.