19 de junho de 2021
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Repórter Zap

Obras da UPA Leblon andam a passos lentos e população reclama

A previsão de entrega da obra era para ser em agosto de 2014, o que não aconteceu

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As obras no prédio da UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) do bairro Jardim Leblon, em Campo Grande, foram retomadas em abril do ano passado e até o momento a unidade não está pronta. A equipe do MS Notícias esteve hoje visitando as obras que parecem estar caminhando a passos lentos.

A previsão de entrega da obra era para ser em agosto de 2014, o que não aconteceu. A UPA do Leblon terá capacidade para atender até 40 leitos, seis deles de emergência. Por falta de repasse do município, a construção foi interrompida totalmente em novembro de 2013.

Para a construção do prédio foram investidos R$ 4,2 milhões, sendo desse total, R$2,2 milhões contrapartida do município. O restante da verba vem do governo Federal. A construção teve início em setembro de 2012, na gestão do ex-prefeito Nelson Trad Filho (PMDB).

As interrupções das obras aconteceram durante a gestão do ex-prefeito cassado, Alcides Bernal (PP), por falta de pagamento.

A obra tem 1.760 metros quadrados, sendo que a UPA terá 22 leitos para enfermaria, 12 leitos para observação e seis para atendimentos de emergência.

A prefeitura anunciou que pretende finalizar a obra em três meses, porém, como encontramos tratores parados e apenas um funcionário colocando piso retrátil na calçada, é possível que demore bem mais a entrega desta obra.

Depois de inaugurada, o secretário de saúde do município já anunciou que pretende desativar o CRS Guanandi (Centro Regional de Saúde) e transformá-lo em Caps (Centro de Atendimento Psicossocial).

Outro desafio do prefeito é em relação ao quadro de funcionários, pois além do valor dos plantões serem defasados, os funcionários da saúde se tornam escravos desses plantões, pois a remuneração paga a esses funcionários, principalmente os administrativos, é muito baixo.

Com isso, a qualidade do atendimento cai e a população sofre com a falta de humanização existente nas unidades de saúde, tudo isso porque esses funcionários são praticamente obrigados a realizar plantões seguidos para conseguir ganhar um pouco melhor e sustentar as suas famílias com dignidade.