21 de junho de 2021
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Parlamentares se mostram a favor de professores e greve na Reme

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A greve dos professores que deve ter início nesta quinta-feira, conforma decidido na manhã de ontem durante Assembleia Geral dos professores da Reme (Rede Municipal de Ensino), foi a única maneira encontrada pelos profissionais para garantir a integralização salarial de 8,46% da classe, apostam os vereadores. Os profissionais da educação e o executivo municipal, do prefeito Gilmar Olarte (PP), não entrou em um consenso. O prefeito alega não possuir recursos para fazer a integralização ao salário dos professores, sendo que há uma lei municipal que concede o benefício. A vereadora Luiza Ribeiro, afirmou na manhã de hoje, que nesta quinta-feira, irá entrar com uma representação no MPE (Ministério Público Estadual), requerendo que seja reconhecida por parte do órgão a improbidade administrativa de Olarte, já que não foi realizada a integralização prevista em lei. “Vou pedir através de uma liminar que o Olarte seja afastado do cargo e que seu substituto faça esse pagamento aos professores”. Paulo Pedra considera a greve dos professores justa e legal, e para ele, essa foi a única maneira encontrada para pressionar o executivo municipal e conseguir os 8,46%. “O aumento dos cargo de confiança  pode ter sido um dos  fatores para ocorrer a greve”, disse lembrando dos quase mil comissionados que fazem parte da gestão de Olarte desde que assumiu a prefeitura. Além dos vereadores da base, quem se mostra favorável aos professores, é o líder do prefeito na Casa de Leis, João Rocha. Para o vereador, já que está previsto em lei, o acerto deve ser realizado, mas lembra que a prefeitura municipal está em meio a uma crise financeira, e por esse motivo devem ser estudadas maneiras para que ninguém seja prejudicado, nem a classe, nem a prefeitura. Nesta quinta-feira, os professores da Reme vão novamente à Câmara de Vereadores, fazer uma solicitação aos parlamentares, que os apoiem, já que é um direito garantido em lei, os 8,46%, que deveriam ser acrescentados na folha de pagamento no mês de outubro. Tayná Biazus