28 de setembro de 2021
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Rondai não paga 13º de vigilantes da Caixa, sindicato indica manobra; "empresa vai fechar"

Empresa diz que pretende pagar funcionários, só não soube responder quando

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A Rondai Segurança por não poder mais participar de licitações e estar perdendo contratos com empresas do governo também não pagou até o momento os 13º salários de mais de 120 funcionários que atuam para empresa como vigilantes na Caixa Econômica Federal em Mato Grosso do Sul. A denúncia é feita pelos próprios trabalhadores que já foram informados que a empresa não deu previsão de pagamento dos 13º salários.

Segundo o presidente Celso Adriano da Rocha, do Sindicato dos Empregados das Empresas de Segurança e Vigilância (Seesvig/MS), conforme sua experiência a empresa inicia um processo de fechamento das portas, mais uma, e os trabalhadores podem acabar sendo novamente os prejudicados. "A empresa alega não ter recursos financeiros. Porque a Rondai está em processo de fechamento, porque eles não podem participar de processo licitatório durante 2 anos, e com isso eles estão perdendo todos os contratos", introduziu. 

Conforme Celso, a tentativa é que isso seja resolvido, porém trata-se de mais um empresa em MS que só entra em evidência quando está no estágio de fechamento. "Eles vão fechar as portas, daqui 2 anos eles vão voltar e vão voltar, pegar serviços e continuar fazendo as mesmas coisas", opinou Celso. Até mesmo o salário dos funcionários, referente ao mês de dezembro, foi pago atrasado. "A Caixa vem fazendo os pagamentos de salários através do trabalho do Sindicato", explicou Celso.  

Procurada, a responsável financeira da empresa Rondai disse que não procede a informação de que a empresa vai fechar as portas. "Não é verdade essa informação...Eu não passei essa informação", rebateu. 

Segundo a responsável, a empresa pretende pagar os funcionários, mas ela não soube afirmar quando. "Não consegui contato com matriz que fica em Sonora. Mas vamos pagar, nunca faltamos com o pagamento", argumentou.  

Ainda segundo a colaboradora, Celso Adriano terá que provar a informação que forneceu á reportagem."Não procede essa informação de que vamos fechar. Então ele vai ter que provar o que ele está falando", finalizou.

Apesar de ser responsável financeira, a funcionária não prestou informações de o porque a empresa não pode mais participar de licitações.  

Celso argumentou que as alegações da empresa de que está 100% correta não são verdadeiras. "Tem atraso com trabalhadores, atrasa salários. A única parcela paga do 13° salário é dos vigilantes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. O restante, é INSS em atraso, está bem errado", apontou. 

Quanto às argumentações da funcionária da Rondai, sobre o possível calote, Celso disse que a realidade é que os funcionários ainda estão sem receber e estão sendo os prejudicados.

A reportagem tentou contato com a matriz em Sonora (MS), sem sucesso. O MS Notícias também enviou mensagem a um dos empresários da empresa "Juliano", que visualizou a mensagem mas não respondeu os questionamentos.