28 de novembro de 2021
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Selco 'dá calote' em mais 5 funcionários e afirma que só vai pagar quando receber da Prefeitura

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Depois de ser denunciada por não pagar rescisão contratual de 29 funcionários demitidos em novembro de 2015, a empresa Selco Engenharia, do "buraco-fantasma", é alvo de novas reclamações trabalhistas.

A empresa demitiu entre novembro e dezembro de 2015, cinco funcionários da construção civil pesada e até agora não pagou rescisão contratual. 

Segundo presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada e Afins (Sinticop MS), Walter Vieira dos Santos, dos cinco trabalhadores, três foram demitidos em novembro e dois em dezembro, porém até agora, os ex-funcionários não receberam nada da empresa.

Walter explica que trabalhadores integravam equipe da Selco responsável pelos serviços da Operação Tapa-Buraco, e alguns também enfrentam mesmo problema dos 29 ex-funcionários associados ao Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil) e estão com carteira de trabalho retida na empresa, que, em novembro de 2015, foi vendida para grupo paulista de empresários e tem hoje como diretor responsável, em Mato Grosso do Sul, Amaury Corrêa. 

"Desde quando eles foram demitidos fui várias vezes na Selco para conversar com novos donos. Eles não cumprem o que prometem, já deram alguns prazos de pagamento, mas nenhum foi cumprido. Eles alegam que não consegue pagar porque assumiram em novembro e ainda estão analisando os ativos da empresa e também dizem que não receberam da Prefeitura", explica Walter.

Diante da negativa da empresa, o presidente do Sinticop MS informou que sindicato vai acionar a Justiça do Trabalho para garantir pagamento da rescisão contratual e também dos valores referentes ao seguro desemprego e ao FGTS dos cinco trabalhadores. Uma manifestação da frente da empresa em parceria com Sintracom também é organizada pelo sindicato. 

De acordo com setor de Recursos Humanos da Selco Egenharia, os pagamentos dos funcionários demitidos estão atrasados devido ao não recebimento dos valores devido à empresa pela Prefeitura de Campo Grande. Segundo RH da Selco, a Prefeitura da Capital não efetuou pagamento referentes aos serviços de "Tapa-Buraco" e informou que pagamento, em atraso, deve ser regularizado na primeira semana de fevereiro. A empresa informou que só efetuará pagamento da rescisão dos 34 ex-funcionários após receber da Prefeitura.