02 de dezembro de 2021
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Base do prefeito está confiante que tem votos suficientes para barrar cassação

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Os vereadores que compões a base de sustentação do prefeito Alcides Bernal (PP) estão confiantes de que conseguirão convencer a oposição da inocência do chefe do executivo e que fortalecerão a base aliada podendo contar com até quatorze votos contra a cassação de Bernal na sessão de julgamento que deve ser marcada em no máximo 30 dias.

Para o vereador Paulo Pedra (PDT), a base consegue “tranquilamente” entre doze e quatorze votos, mas os nomes devem ficar em segredo por enquanto por “questão de estratégia”. “A base está articulando para ganhar no voto. Tudo é questão de estratégia. Eu acho que nós temos que conversar com todos os vereadores para a gente votar junto porque a tese da comissão processante para cassar o Bernal é uma mula-sem-cabeça, não existe. Não tem motivo de crime a não ser que seja uma cassação politica”, declarou.

A vereadora Luiza Ribeiro insiste que os colegas devem se pautar na decisão do juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, David de Oliveira Gomes Filho, que rejeitou a ação contra Bernal de improbidade administrativa baseada no relatório da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Calote.

“A decisão dos vereadores tem que analisar os fatos que vieram com a denúncia e os fatos são de objeto também de ação do MPE (Ministério Público Estadual) que entrou com ação contra o prefeito para verificação dos mesmos fatos, a fabricação de emergência por três empresas. Ele foi autuado, virou ação e já tem uma sentença de primeiro grau. E a sentença do juiz revela exatamente que não houve nenhuma irregularidade. A Câmara tem que fiscalizar, mas nesse caso temos observado o inconformismo político com Bernal por ter vencido a eleição”, criticou.

Quanto aos vereadores considerados da situação pelo secretário municipal de governo e relações institucionais, Pedro Chaves, que declararam independência e não garantem apoio ao prefeito, Luiza confia na consciência de cada um. “Isso aí cada um responde por si. Inauguramos o diálogo, chamamos para compor o governo, agora a decisão é de cada vereador. Cada um vai fazer sua historia, mas entendo que é difícil para eles que estão muito amarrados na força eleitoral do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro)”.

Já o vereador Ayrton Araújo (PT) admite que a batalha seja difícil, mas acredita que a realização da sessão de julgamento é o melhor para acabar a rixa entre executivo e legislativo. “Ele já entrou na justiça. A Câmara agora tem que fechar isso. Ou para caçar ou para terminar isso. Eu vejo o prefeito trabalhando para a maioria e, pedi pro Alex (PT) ontem para que agendasse uma reunião como todos os membros da base. Acho que o prefeito está muito lento para acertar com esses caras na politica”, disse.

O vereador Cazuza (PP) informou que está de licença médica e passará por uma cirurgia hoje, por isso evitou omitir opinião sobre o assunto.

Diana Christie