23 de setembro de 2021
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TENSÃO NO CAPITÓLIO

Câmara vota impeachment de Trump e Biden diz jurará Constituição ao lado de fora do Capitólio

O juramento é uma praxe secular, mas grupos radicais trumpistas podem colocar o rito em perigo no dia 20 de janeiro

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A Câmara dos Deputados americana vota hoje (13.jan.21) o segundo processo de impeachment do presidente Donald Trump (Republicanos). O processo é bem mais simples dessa vez, e muito mais grave. Trump é acusado de incitar uma insurreição contra o governo do país, por o republicano não aceitar sua derrota nas urnas para o presidente Joe Biden (Democratas). Pelo menos quatro deputados republicanos já informaram que votarão pelo impeachment — no primeiro, nenhum votou. Este número pode chegar a vinte. Aprovado na Câmara, como todo mundo espera que será, o processo vai para o Senado que pode escolher julgar Trump já como ex-presidente. Uma condenação abre as portas para torná-lo inelegível, o que o impediria de retornar como candidato em 2024. Mas é possível que o julgamento só ocorra em alguns meses, após o Senado se ocupar das decisões iniciais, consideradas urgentes pelos democratas, do governo Joe Biden.

Mitch McConnell, o líder republicano no Senado, vem dizendo a auxiliares que se inclina a votar pela condenação de Trump. Se confirmando, isto pode sacramentar o veredito. 

O FBI anunciou ontem (12.jan) que já tinha fortes indícios de atos de violência planejados contra o Capitólio na véspera do ataque. Internamente, a Polícia do Capitólio abriu uma investigação para apurar se houve participação de alguns de seus oficiais na quebra de segurança. Não só muitos dos invasores identificados foram listados como terroristas internos como serão processados por sedição — é o mesmo crime do qual foram acusados os sulistas na Guerra Civil. Enquanto isso, de tropas da Guarda Nacional ao Serviço Secreto, toda a atenção está voltada para a posse de Biden, que contará com segurança máxima. A polícia do Capitólio avisou nesta 4ª-feira (13.jan) que já há indícios de que grupos se organizam para atacar no dia da posse de Biden.  

Após tomar a segunda dose da vacina para Covid, jornalistas perguntaram a Biden se ele estava preocupado com a posse. Afirmou que não, e que juraria a Constituição do lado de fora do Capitólio, como tem sido a praxe secular. A posse de Biden ocorre no próximo dia 20 de janeiro, o democrata promete, unir o país dividido pelo governo Trump.