22 de maio de 2024
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FOI DESMENTIDO!

Carlos Bolsonaro cai em fake news da extrema direita

Sobre manchete do 'preço da gasolina'

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O gabinete do ódio, criado e gerenciado pelos bolsonaristas, recortou um manchete antiga para sugerir 'gasolina cara' no governo Lula (PT), mas a manchete, na verdade, era sobre os preços durante do combustível na gestão de Jair Bolsonaro (PL). O vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republiccanos) usou a fake news para ironizar o governo Lula, mas ele não sabia que machete era do período em que o pai foi gestor.  

Na publicação, junto com figurinhas que remetem a "fazer silêncio", o parlamentar compartilhou uma imagem de uma manchete do portal IG que afirma que o valor do combustível chegou a dez reais por litro em dois Estados. A reportagem, entretanto, foi publicada em março de 2022, durante o governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Prontamente, o vereador foi desmentido pelos internautas, que buscaram a publicação original. "Coisa feia, hein, cabeça de filtro de barro? Postando as cagadas do teu pai como se fossem hoje?", disse um usuário da rede. "Fake news é crime. Essa notícia é do governo do seu pai", comentou outro.

O preço da gasolina foi um assunto espinhoso durante o governo Bolsonaro, que, como mostraram pesquisas de opinião, chegou a ser considerado o principal culpado pela crise. O aumento no valor do litro do combustível impactou negativamente a popularidade do ex-presidente que, durante a campanha eleitoral, recorreu à PEC dos Combustíveis para tentar segurar novos reajustes e baratear o insumo.

O texto, sancionado em junho de 2022, criou o teto de 17% para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, energia elétrica, telecomunicações e transporte coletivo. Na época, entretanto, o ex-presidente vetou trechos incluídos pelo Senado Federal que beneficiariam os Estados na compensação pela perda de receita com o tributo.

Durante discussão no Congresso, a medida foi criticada por bancadas acionadas pelos governadores de diversos Estados, uma vez que o valor arrecadado pelo ICMS de combustíveis e energia elétrica é revertido nas esferas estaduais em políticas públicas voltadas para educação, saúde, segurança pública, dentre outros.