13 de junho de 2024
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Comunicação quer verdade, transparência e presença popular, diz Ribeiro

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O publicitário mineiro Rodrigo Mendes Ribeiro ainda não completou dez dias no cargo e já está diante de desafios que podem delinear a enorme dimensão das responsabilidades que terá para levar adiante a política de comunicação do governo de Reinaldo Azambuja (PSDB).

O tucano não quer perder tempo e faz o que entende necessário, mesmo com o risco de optar por soluções nada convencionais ou mesmo impopulares. No dia da posse de Azambuja, e logo após ser anunciado subscretário de Comunicação Social, Ribeiro disse ao MS Notícias que o governador não abriria mão de fundamentos como a verdade, a transparência e a interatividade com a população.

Não faltam agendas para desafiar o fôlego e a disposição de um governo que quer tudo às claras. Medidas duras, com soluções drásticas e de contundentes impactos administrativos e políticos, estão sendo adotadas por Azambuja, a exemplo da suspensão de algumas obras, do contencioso do Aquário do Pantanal e as tesouradas orçamentárias.  Além disso, o primeiro dia de governo foi marcado por um fato entre o inusitado e o misterioso, com a descoberta de um artefato explosivo que havia sido instalado sob a mesa ocupada pelo governador e outras autoridades. Felizmente, o mecanismo não funcionou durante a solenidade e, em segurança, horas depois, os policiais conseguiram detonar o explosivo.

Por enquanto, o mistério perdura. Ninguém sabe quase nada sobre a bomba, quem a colocou e para quê. Mas as palavras de Rodrigo Ribeiro servem de alento a uma sociedade, no mínimo, curiosa. O mistério, certamente, será esclarecido e detalhado à sociedade, pois esta é a saudável expectativa criada por um governo que propõe a comunicação para comunicar-se com a sociedade , e não para promover-se midiaticamente.

Como  bem frisou Rodrigo Mendes Ribeiro, ao jornalista Edson Moraes, do MS Notícias: “Política de comunicação, neste governo, pauta-se pelo profissionalismo, pela busca constante de resultados eficientes da informação às comunidades, na manifestação transparente das ações e, sobretudo, na incorporação real da participação popular às decisões de governo”. E mais: “As formas dessa participação precisam ser ampliadas, a informação oficial terá sua essência respeitada, que é a de por estar serviços eficientes à população, motivá-la a fiscalizar, a atuar nos  diferentes níveis, a ser de fato um componente ativo  de governança, de fortalecimento político e cultural”.

Isso tudo – reconhece – implicará procedimentos específicos e renovadores, desde os critérios para publicidade, passando pelo uso das mídias sociais e do aproveitamento dos recursos tecnológicos às formas de relação entre governo e diferentes atores sociais. Para alcançar esses objetivos, Rodrigo Maia  pontua que o planejamento – ciência de gestão que considera um dos diferenciais de Azambuja – se encarregará de otimizar os recursos disponíveis, cortando eventuais drenos orçamentários e fazendo mais com menos.

Edson Moraes