13 de junho de 2024
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Contra o tempo, Olarte acelera reforma para sobreviver

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O futuro de Campo Grande é uma incógnita. Se já vinha enfrentando problemas políticos e administrativos acumulados em oito meses de governo, o prefeito Gilmar Olarte (PP) agora cultiva também a nervosa expectativa sobre o andamento da denúncia que o Ministério Público enviou ao Tribunal de Justiça envolvendo-o na manobra que levou à cassação do titular do cargo que ocupa, Alcides Bernal. As graves irregularidades apontadas pelo MP tiveram sua investigação realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e o processo por enquanto corre sob segredo de Justiça.

A pendenga judicial não tem data para acabar e o prefeito está chegando num instante dos mais complicados e decisivos para sua estabilidade. É final de ano e as contas se multiplicam, a começar pelas duas folhas sobrepostas (os pagamentos de dezembro e do do 13º salário), encargos e liquidação de débitos com fornecedores e planilhas que não podem ser adiadas, sob risco de cair na Lei e Responsabilidade Fiscal.

Para atenuar a conjuntura e buscar fôlego, sabendo que terá de andar rápido e com eficiência, Olarte resolve arriscar tudo. Sem recompor a normalidade das relações com os vereadores – inclusive sofrendo duas derrotas em plenário, mesmo dispondo de larga maioria -, o prefeito acelera a reestruturação administrativa. Vai acumular de poder o secretário de Finanças, André Scaff, que responderá também pela pasta da Receita e Controle e ainda cumprirá papel políticos mais efetivo.

Com isso, Olarte espera, entre outros objetivos táticos, acalmar a Câmara (onde Scaff passou quase toda sua vida pública) e ganhar tempo e mobilidade para fazer s mudanças necessárias no primeiro e segundo escalões. A par dessas providências, ainda precisará dar bom termo a incômodos pontuais, um deles a função a ser delegada ao ex-secretário de Meio Ambiente e Controle Urbanístico, César Afonso, que, tem atuado como ativo articulador junto a empreiteiros e lobistas, e agora, depois de oito meses.

Indicado por Olarte para comandar o Diretório Estadual do PP-MS, Afonso espera a solução de um impasse envolvendo o grupo do ex-prefeito Alcides Bernal, que luta para continuar controlando a legenda. E enquanto espera, Afonso vem realizando tarefas diversas designadas pelo prefeito e servindo-lhe de companhia, uma espécie de assessor informal. Dono de informações privilegiadas sobre a atual administração, tem seu espaço assegurado no staff do prefeito.

Redação