04 de dezembro de 2020
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Deputada teme que correntes impeçam que proprietários protejam suas terras

A deputada estadual Mara Caseiro (PT do B) criticou o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) Roberto Botareli, na colocação feita por ele afirmando que os produtores rurais estão fazendo milícia, referindo-se ao investimento dos produtores em colocar seguranças dentro de suas propriedades afirmando que os mesmos cometeriam atrocidades contra os indígenas.

Para a deputada, Roberto foi infeliz em sua posição e acredita ser uma falta de respeito com os produtores rurais que foram injustamente invadidos. “Os produtores trazem alimentos, fazem o PIB (Produto Interno Bruto) do Estado e do país crescer, além de ajudar o governo federal e estadual a manter seus órgãos”.

Perguntada sobre a questão do “leilão da resistência” criado pelos produtores rurais onde o objetivo é leiloar, no dia 07 de dezembro, 500 cabeças de gado para arrecadar fundos para contratação de seguranças particulares, e a ida de correntes como a CUT (Central Única dos Trabalhadores), Funai (Fundação Nacional dos Índios), MST (Movimento dos Sem-Terra), entre outros, ao MPF (Ministério Público Federal) para tentar impedir que isso aconteça, a deputada Mara Caseiro indigna-se.

“É uma vergonha nacional um proprietário rural ter que contratar segurança para cuidar de sua propriedade. Há uma grande desordem neste país. Eu tenho medo que essas correntes, por mais absurdo que seja, consigam o que estão querendo”.

Mara aproveita e critica o ministro da justiça José Eduardo Cardoso que não está tratando essa questão como prioridade. Para ela, não vai haver uma reintegração de posse nas fazendas invadidas. Mara afirmou que nas primeiras vindas do ministro ao Estado ela teve esperanças que fosse solucionado o problema, porém, enquanto ele estiver tratando a causa como “escudo político” e não com o senso comum não vai haver uma evolução.

A deputada lembrou que propriedades de pequenos, médios e grandes produtores estão sendo invadidas, ao contrário do que a maioria da população pensa. “Não são somente grandes propriedades que estão sendo invadidas, mas também as pequenas e médias”, conclui.

 Tayná Biazus