17 de abril de 2024
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VOZ DAS RUAS

Dourados: nome de Zauith entra e ganha espaço no cenário da sucessão

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A poucos meses das convenções partidárias que homologarão nomes e chapas das disputas municipais, afunilam-se as tendências e alternativas no ambiente de escolhas. Em Dourados, segundo maior colégio eleitoral de Mato Grosso do Sul, a previsão inicial é de um confronto polarizado entre o atual prefeito, Alan Guedes (Republicanos), e o ex-deputado Marçal Filho (sem partido).

Contudo, nos últimos dias começou a fluir nas ruas a possibilidade de surgir a chamada terceira via, capaz de impedir que as intenções de voto se concentrem, majoritariamente, em Guedes e Marçal. Fruto de manifestações que começaram nas rodas de amigos e pontos de encontro da população, o nome do ex-prefeito Murilo Zauith vem ganhando adesões e incentivando o imaginário de douradenses que o desejam de volta à cena política.

VOCAÇÃO

Vice-presidente regional do União Brasil (UB) – que é presidido pela superintendente da Sudeco, Rose Modesto – e fora de disputas eleitorais há quatro anos, desde que foi submetido a rigoroso tratamento contra a Covid-19, Zauith está atuando somente nos bastidores. Com sua credibilidade e a talentosa vocação para construir soluções políticas, cuida basicamente do papel de organização e fortalecimento partidário.

No entanto, o distanciamento das especulações que lançam seu nome na ponta das opções para a sucessão municipal começa a diminuir. Ele até já conversa sobre programas e prioridades dos douradenses, mas sem nomear-se pré-candidato. Prefeito em duas gestões consecutivas (2011-16), fez no período um trabalho de fôlego, inovador e resolutivo em questões cruciais como a otimização orçamentária para investimentos em saúde, educação, lazer e urbanismo, focado na sustentabilidade e modernização de serviços.

Amigos e integrantes das confrarias que frequenta, inclusos aqueles que têm outras preferências eleitorais, são unânimes em reconhecer o peso diferenciado de Zauith no jogo político. Destacam seu conhecimento de gestão pública e a capacidade de dialogar e fazer a leitura fiel das mais complexas conjunturas.

Esta impressão já escapou do círculo reservado das amizades e se espraia pelos diferentes espaços populares que reverberam a saudade ou a necessidade de tê-lo na disputa deste ano. A palavra final, porém, será dele e do União Brasil, que tem Campo Grande e Dourados – os maiores colégios eleitorais do Estado – na estratégia nacional de disputar as prefeituras das grandes cidades brasileiras.