17 de abril de 2024
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OPERAÇÃO TEMPUS VERITATIS

Ex-assessor de Bolsonaro, Coronel pede para depor de novo à PF: vai falar!

Marcelo Costa Câmara ficou em silêncio no depoimento à Polícia Federal (PF)

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O coronel do Exército Marcelo Costa Câmara, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), pediu para depor de novo à Polícia Federal (PF), nesta 6ª.feira (23.fev.24).

Câmara é um dos alvos investigados da Operação Tempus Veritatis, que investiga tentativa de golpe de estado no Brasil, arregimentada por Jair Bolsonaro para se manter no poder, após a derrota nas urnas em 2022. 

Conforme a PF, o Coronel já havia prestado depoimento na 5ª.feira (22.fev), quando optou por ficar em silêncio. 

Agora, há um pedido da defesa do coronel Câmara entregue ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Na solicitação para depor novamente, Câmara justificou que ficou em silêncio a 1ª vez, devido à ausência de seu advogado, Eduardo Kuntz, durante o depoimento. A PF ouviu os investigados simultaneamente para evitar a combinação de versões.

Câmara e Arnaud, ex-assessores especiais da Presidência, são apontados como integrantes do grupo que alimentava Bolsonaro com informações para um golpe de Estado. Ambos foram investigados por disseminar desinformação e atacar o sistema eleitoral, parte do plano de golpe.

Bolsonaro e outros 20 investigados prestaram depoimento à PF sobre a tentativa de golpe. Bolsonaro optou por ficar em silêncio durante o interrogatório.

OPERAÇÃO TEMPUS VERITATIS

Como mostramos aqui no MS Notícias, a PF cumpriu na 5ª feira (8.fev.24), ao menos 33 buscas em dez estados contra generais, coroneis, assessores, aliados políticos e contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

Foram presos até a noite de quinta (8.fev.24) os seguintes suspeitos:

O STF também autorizou mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar contra os seguintes alvos:

  1. Jair Bolsonaro, ex-presidente; 
  2. Valdemar Costa Neto, presidente do PL – partido pelo qual Bolsonaro disputou a reeleição;
  3. Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro em 2022;
  4. Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  5. Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública;
  6. General Paulo Sérgio Nogueira, ex-comandante do Exército;
  7. Almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante-geral da Marinha;
  8. General Estevam Cals Theóphilo Gaspar de Oliveira, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército;
  9. Tércio Arnaud Thomaz, ex-assessor de Bolsonaro e considerado um dos pilares do chamado "gabinete do ódio";
  10. Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro;
  11. Marcelo Câmara, coronel do Exército citado em investigações como a dos presentes oficiais vendidos pela gestão Bolsonaro e a das supostas fraudes nos cartões de vacina da família Bolsonaro;
  12. Rafael Martins, major das Forças Especiais do Exército.
  13. Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército;
  14. Ailton Gonçalves Moraes Barros;
  15. Amauri Feres Saad;
  16. Angelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército;
  17. Cleverson Ney Magalhães;
  18. Eder Lindsay Magalhães Balbino;
  19. Guilherme Marques Almeida, coronel do Exército;
  20. Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército;
  21. José Eduardo de Oliveira e Silva;
  22. Laércio Virgílio;
  23. Mario Fernandes;
  24. Ronald Ferreira de Araújo Júnior;
  25. Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros.

As diligências integram a nova fase das investigações que miram o gabinete do ódio durante o governo
do ex-presidente.

A operação foi chamada de "Tempus Veritatis", que siguinifica: "hora da verdade", em latim.