28 de fevereiro de 2024
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OPERAÇÃO TEMPUS VERITATIS

Pepita de ouro e arma ilegal levam Valdemar Costa Neto à cadeia

Não cabe fiança

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O condenado do mensalão, presidente do Partido Liberal (PL) da extrema direita brasileira, Valdemar Costa Neto, advogado e amigo de Jair Bolsonaro (ex-presidente), continuará preso. Valdemar foi flagrado nesta 5ª feira (8.fev.24) com uma pepita de ouro e uma arma de fogo ilegal, durante a Operação Tempus Veritates, da Polícia Federal (PF). 

Inicialmente, as buscas miraram Valdemar por ele ser suspeito de integrar a turba golpista pró-Bolsonaro que planejou os atos do 8 de janeiro para pavimentar um golpe de estado, após a derrota do bolsonarismo para o atual presidente Lula (PT).

No entanto, durante buscas, no quarto do hotel Meliá, em Brasília, onde reside o presidente do PL, a PF encontrou em posse de Valdemar uma pepita de ouro com 95,26% de grau de pureza, segundo a perícia. A peça pesou 39,18 gramas. Além disso a PF apreendeu um revólver calibre 38 com o extremista.  

Ouro encontrado com Valdemar Costa Neto  Foto: Polícia FederalOuro encontrado com Valdemar Costa Neto — Foto: Polícia Federal

Valdemar ficará preso por posse ilegal de arma de fogo e por usurpação mineral. Não cabe fiança.

OPERAÇÃO TEMPUS VERITATIS

Como mostramos aqui no MS Notícias, a PF cumpre nesta 5ª feira (8.fev.24), ao menos 33 buscas em dez estados contra generais, coroneis, assessores, aliados políticos e contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

Além de Valdemar Costa Neto, também foram presos hoje: 

  • Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro;
  • Marcelo Câmara, coronel da reserva do Exército citado em investigações como a dos presentes oficiais vendidos pela gestão Bolsonaro e a das supostas fraudes nos cartões de vacina da família Bolsonaro;
  • Rafael Martins, major das Forças Especiais do Exército.

Jair Bolsonaro e aliados militares teriam sido delatados por Mauro Cid

As diligências integram a nova fase das investigações que miram o gabinete do ódio durante o governo
do ex-presidente.

A operação foi chamada de "Tempus Veritatis", que siguinifica: "hora da verdade", em latim.