22 de abril de 2021
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Movimentos pró- impeachment prometem ‘varrer o 13’ a partir deste domingo

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Domingo, 13 de dezembro, foi o dia escolhido por representantes de movimentos pró- impeachment da presidente Dilma Rousseff (13), para pedir a retirar da petista do cargo. Em Campo Grande, a manifestação também  conta com apoio de outros movimentos, segundo a representante da Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos, Fabrícia Salles. “No dia 13, vamos varrer o 13”, disse uma das  organizadores do protesto na Capital.

De acordo com Fabrícia Salles, a concentração acontece , a partir das 16h, em frente a um dos cartões postais da cidade, Obelisco, na Avenida Afonso Pena, e segue até a sede do Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul (MPF/MS). O manifesto contará com apoio da Polícia Militar . “Não é um único grupo, são vários movimentos para viabilizar a participação do povo, para que este se manifeste”, ressalta.

Outras manifestações

Além de Mato Grosso do Sul, o dia 13 também condicionou a manifestação a favor do impeachment em outros estados brasileiros  como Pernambuco, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e distrito Federal.

De acordo com presidente do PT, Rui Falcão, os protestos que correm no país acontece no dia que o Ato Institucional nº 5 (AI-5) foi implementado no Brasil, há 47 anos. "13/12/1968 - a ditadura baixou o Ato Institucional nº 5 e acabou com as liberdades democráticas no País", escreveu o presidente do PT em sua conta no Twitter.

STF

Supremo Tribunal Federal (STF), deverá  redefinir na próxima quarta-feira (16) o rito do impeachment nos regimentos internos da Câmara e do Senado, que detalham procedimentos para receber a denúncia, analisar as acusações, abrir o processo, afastar e depor um presidente da República. Na última quarta (9), após suspender o processo, o relator da ação, ministro Edson Fachin, afirmou que, em seu voto, irá propor um rito "por inteiro" para o andamento do caso.

Em ação que visa barrar o processo contra a presidente Dilma Rousseff, o PC do B questiona não só atos já realizados no caso – como o acolhimento do pedido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), passo inicial do impeachment – como também outros que ainda estão por vir, inclusive no Senado que irá julgar se houve ou não crime de responsabilidade.