17 de junho de 2024
Campo Grande 26ºC

Olarte sofre derrota na justiça e continua sendo investigado por improbidade administrativa

A- A+

O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), sofreu mais uma derrota na justiça no processo em que é investigado por suspeita de manter funcionário fantasma na época em que foi vereador em Campo Grande.

Olarte tentou uma manobra às pressas para tirar o juiz David de Oliveira Gomes do caso. Olarte alegou que, o magistrado poderia agir com parcialidade por ter autorizado agosto deste ano a volta de Alcides Bernal (PP) para prefeitura de Campo Grande. O prefeito alegou que o juiz poderia prejudicá-lo na tentativa de favorecer Bernal, que admite ser seu desafeto.

“Como se percebe, do histórico, o excepto vem, continuamente, proferindo decisões desprovidas de fundamentos jurídicos em favor de ALCIDES JESUS PERALTA BERNAL, e, agora, também se voltou a proferir decisões e a ter comportamentos processuais totalmente em desfavor dos excipientes, notadamente do excipiente GILMAR ANTUNES OLARTE, o qual mantém pública e notória inimizade figadal com o ex-prefeito cassado, beneficiário das decisões desprovidas de imparcialidade”, diz a justificativa.

O procurador Edgar Roberto Lemos de Miranda negou provimento, justificando que proferir decisões contrárias ao interesse dos excipientes não se insere nas hipóteses de suspeição, uma vez que o magistrado está apenas exercendo a jurisdição a ele conferida. O procurador também alegou que David nunca conversou com Alcides Bernal ou com Gilmar Olarte, nem por telefone, vias eletrônicas ou por intermédio de outras pessoas o que desconfigura qualquer hipótese ventilada por Olarte de parcialidade.

Olarte é investigado por improbidade administrativa quando ele foi vereador. Ele é suspeito de abrigar “funcionário fantasma” no gabinete. Segundo o Ministério Público, Moisés Pereira da Silva confessou que recebia remuneração da Câmara sem cumprir expediente. Além disso, o funcionário recebia pela Câmara, mas cumpria expediente em uma igreja evangélica onde o então vereador era pastor.

Heloísa Lazarini