11 de agosto de 2020
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GOVERNO BOLSONARO

Onyx cai: Bolsonaro se afasta de olavistas e se cerca de militares

Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional chegou a ser acariciado ao cargo, mas recusou

Foi comunicado após longa discussão a substituição do ministro chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro (sem partido), Onyx Lorenzoni, quem assume seu lugar frente à secretaria é o general Walter Braga Neto, atual Chefe do Estado-Maior do Exército, responsável pela intervenção militar no Rio de Janeiro durante o governo de Michel Temer. 

Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional chegou a ser acariciado ao cargo, mas recusou. Com a substituição, Bolsonaro completa 100% da equipe militar, a medida é para evitar que um dos seus concorra a cargos políticos, no entender de Bolsonaro, colocar um homem de carreira militar evitaria futuros concorrentes. 

Após esvaziar as funções do Ministério da Cidadania, comandada por Osmar Terra, a saída provável de Terra já tem seu substituto, por sua vez, Onyx. Terra já estava desgastado e agia apenas como mensageiro do planalto no Congresso, desde a demissão de seu secretário-executivo, Vicente Santini, por abuso de vôos da Força Aérea Brasileira, quando ele perdeu o Programa de Parcerias de Investimentos, e foi transferido para o Ministério da Economia. 

Generais que não compõem o Governo dizem que Bolsonaro enfraquece sua gestão ao colocar apenas militares à frente das principais pastas do Governo. A tentativa de Bolsonaro com as medidas é desvincular aos poucos seu governo do Olavismo, imposto na gestão por seus filhos, que vem causando muitos problemas ideológicos.

Osmar Terra foi afastado após ter contratado uma empresa de tecnologia que no passado, entre 2016 e 2018 foi usada para desviar R$ 50 milhões do ministério do Trabalho. 

Pois Onyx foi para a pasta da Cidadania por conta da irritação de Bolsonaro com Terra. O ministro teria ignorado alertas de que uma empresa de tecnologia que contratou foi a mesma usada para desviar R$ 50 milhões entre 2016 e 2018 no antigo ministério do Trabalho. Num intervalo de seis meses, a pasta fechou mais de R$ 25 milhões em contratos sem abrir licitação no governo de Jair Bolsonaro.