31 de outubro de 2020
Campo Grande 26º 18º

Para governador, Gilmar Olarte é quem deve responder se é manipulado ou não pelo PMDB

O Partido dos Trabalhadores, em nota oficial, afirma que considera um golpe político dos peemedebistas a maneira como foi “arquitetada” a cassação do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP). Além disso, coloca que o prefeito de Campo Grande, Gilma Olarte (PP), que assumiu o posto de Bernal não deve ficar refém do PMDB.

Para o governador do Estado, e também peemedebista, André Puccinelli, a única pessoa que pode responder se está sendo refém, ou se está sendo manipulada no momento é Gilmar Olarte. O governador não quis falar sobre o desfecho da sessão de julgamento, ocorrida no último dia 12, porém lembra que, se colocou a disposição do ex- prefeito diversas vezes. “Eu recebi o Bernal três vezes em audiência e me coloquei a disposição dele”, afirma. Ainda de acordo com Puccinelli, caso Bernal volte a ser prefeito, ou qualquer pessoa que esteja à frente do executivo municipal, tem que ter uma relação institucional com o governo.

Para o deputado federal Antônio Carlos Biffi (PT), se hoje o partido está repudiando essa questão é porque a acharam ilegítima. “Eu tenho o entendimento de que se nós estamos repudiando, nós julgamos a atual gestão ilegítima.Se foi um golpe, portanto, nós não podemos participar do atual governo.Se vamos ser oposição ou não é outra situação.Temos que ajudar Campo Grande”.

André Puccinelli lembrou que recebeu Gilmar Olarte, que teria pedido ajuda financeira para acertar algumas questões do município. Para o governador, após a cassação de Bernal, o ponto que ele mais gostou foi a entrada de Loester Nunes de Oliveira (PMDB) na Câmara de Vereadores. “Vocês talvez não saibam, mas Loester é um homem de valor e prestígio, além de ser um homem correto e bom médico”, finaliza.

Tayná Biazus