16 de abril de 2024
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OPERAÇÃO TEMPUS VERITATIS

PF ordena entrega do passaporte e faz buscas contra Jair Bolsonaro

Estão realizadas buscas contra alvos em Mato Grosso do Sul e mais 9 estados

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Além de generais, coronel e assessores, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também foi alvo da Operação Tempus Veritatis da Polícia Federal (PF) deflagrada na manhã desta 5ª feira (8.fev.24). 

A PF foi à casa dele, em Angra dos Reis, e apreendeu o celular de um de seus assessores, Tercio Arnaud Tomaz e determinou também que Bolsonaro entregasse o passaporte. Como o documento não estava na residência, os policiais deram 24h para que ele o entregue.

Além de Bolsonaro e seu assessor, foram os alvos da operação os ex-ministros de Bolsonaro general Augusto Heleno (GSI), general Braga Netto (Casa Civil e Defesa), Anderson Torres (Justiça) e o ex-comandante do Exército Paulo Sérgio Nogueira, como mostrou o MS Notícias.  

Estão realizadas buscas contra alvos em Mato Grosso do Sul e mais 9 estados, como mostramos mais cedo.  

A PF prendeu, até o momento, o ex-assessor de Bolsonaro, Marcelo Câmara. O militar já era investigado no caso da fraude ao cartão de vacinação do ex-presidente.

Outro preso foi Filipe Martins, ex-assessor para Assuntos Internacionais de Bolsonaro. Também é alvo de mandado de prisão Rafael Martins.

Entre os militares, são alvos o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa e que comandou a investida do Exército contra as urnas, e o general Estevam Cals Theophilo Gaspar Oliveira, que era chefe do Comando de Operações Terrestres.

"Nesta fase, as apurações apontam que o grupo investigado se dividiu em núcleos de atuação para disseminar a ocorrência de fraude nas Eleições Presidenciais de 2022, antes mesmo da realização do pleito, de modo a viabilizar e legitimar uma intervenção militar, em dinâmica de milícia digital. O primeiro eixo consistiu na construção e propagação da versão de fraude nas Eleições de 2022, por meio da disseminação falaciosa de vulnerabilidades do sistema eletrônico de votação, discurso reiterado pelos investigados desde 2019 e que persistiu mesmo após os resultados do segundo turno do pleito em 2022", explicou a PF