19 de maio de 2024
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ELEIÇÕES 2022

Radicais iniciam esganadura do resto de governo

Bolsonaro legitimou de maneira subliminar que os atos continuem

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Os radicais de extrema direita iniciaram a esganadura dos últimos dois meses da fracassada gestão bolsonarista.

Em um discurso pífio na tarde desta 3ª.feira (1º.nov.22), Jair Bolsonaro (PL), não pediu para seus radicais pararem de atacar o resultado das urnas que deu vitória a Lula (PT). Pelo contrário, Bolsonaro legitimou de maneira subliminar que os atos continuem.

Como de costume, Bolsonaro acusa seus adversários de ser aquilo que ele é. Ele atacou a esquerda e quis pôr na conta dos adversários as manifestações promovidas pelos seus grupos radicais. Entretanto, cabe lembrar quem em 2018, quando a esquerda foi derrotada nas urnas, nenhuma insurgência ocorreu por parte dos derrotados, que reconheceram a escolha popular.  

Hoje, Bolsonaro deu a Ciro Gomes (Ministro da Casa Civil) a voz para reconhecer sua derrota, porque ele mesmo não teve coragem. O homem que se diz líder de 58 milhões de pessoas conduziu o Brasil para uma enorme depressão social, moral e política. 

Se a baderna nas rodovias diminuir, não será por força das declarações de Bolsonaro, mas pela atuação das polícias estaduais —que fazem o trabalho que deveria ser executado por agentes do governo federal.

O ESTILO BOLSONARISTA

A lavagem cerebral feita nos grupos bolsonaristas é tão enorme, que em vídeos é possível ver parte dos manifestante celebrando a fantasiosa prisão de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A tática usada pelos grupos de extrema direita remete as práticas fascistas. 

Para fechar um mandato que pouco contribuiu com o futuro do Brasil, os bolsonaristas impões os últimos 2 meses de 2022 a desordem social, com direitos a fantasiosa implatação de uma ditadura do país. Eles ignoram, por hora, que eles tem mais de 2,7 milhões homens e mulheres a menos.  

Bolsonaro só não mandou seus radicais parar as manifestações, porquê nos bastidores está negociando uma proteção. Há tempos ele reconhece que terminará como a ex-presidente boliviana Jeanine Añez, presa por conspirar contra o resultado de uma eleição.

IMPACTO ECONÔMICO

Com as paralisações antidemocráticas de grupelhos radiais, a distribuição de combustíveis para postos nos Estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foi afetada pelos bloqueios nas rodovias, informou nesta 3ª feira (1º.nov.2022) o presidente da Fecombustíveis, James Thorp Neto. E também confirmou dificuldade de abastecimento no Mato Grosso. (Trecho da reportagem é do Poder 360).

O desastre do governo Bolsonaro estão em números. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou em julho deste ano, um relatório que revela que a inflação do Brasil é a quarta maior do mundo (12%), ficando atrás somente de Turquia (73%), Argentina (61%) e Rússia (17%), que está em guerra.

A média da inflação dos países membros da OCDE é de 9%. Do G20, também 9%. E do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), 7%. Sim, não está fácil para ninguém, mas aqui está pior. E não é só a inflação, não. Nossa taxa anual de juros se encontra em mais de 13%, a segunda maior do mundo em termos reais.

Desde de o início governo bolsonaro o Real foi uma das moedas que mais perdeu valor: espantosos 42%. E tamanho tombo explica grande parte do monstruoso preço dos combustíveis ao longo de vários meses de 2022. 

Todos esses números refletem na mesa da família pobre brasileira. As fantasias de um "pais mil maravilhas" que cercou Bolsonaro em seus debates, não estava refletida na mesa do pobre. Com R$ 600, uma família vive muito mal com a atual valorização da moeda. É preciso fazer com a moeda se reestabeleça para que esse "Auxílio" tenha um impacto real. Até lá, de nada serve.  80% das famílias brasileiras estão individadas.  

Além de deixar o Brasil num buraco social e político, Jair Bolsonaro foi criador do esquema de corrupção institucionalizado chamado "Orçamento Secreto". Ele diz que não criou, mas os documentos que ele assinou depõem contra. 

Bolsonaro é um bom contador de mentiras e tem radicais disposto a ouví-las, mas em dois meses, terá de entregar a faixa presidencial a Lula e nada mudará esses situação, pois a vontade popular venceu.