23 de maio de 2024
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GOVERNO FEDERAL

Saúde volta a ser levada a sério no Brasil

Ministra gabaritada assume a pasta

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Nísia Trindade assumiu nesta 2ª.feira (2.jan.23) o cargo de ministra da Saúde do governo Lula (PT). 

A pasta volta a ter uma verdadeira profissinal. Vamos lembrar que nos últimos 4 anos, a Saúde esteve submetida a chefias, em parte, desqualificadas, como o general Eduardo Pazuello, que junto a Jair Bolsonaro (PL), deixaram que centenas de pessoas morressem sem oxigênio em Manaus, em janeiro de 2021, num dos picos da Covid-19. E sob alguns chefes submissos, impedidos de trabalhar plenamente por questões ideológicas do governo. Relembre algumas situações clicando AQUI.  

Em sua cerimônia de posse, realizada hoje em Brasília (DF), Nísia, que é a primeira mulher a comandar o Ministério da Saúde, disse que sua gestão será pautada pela ciência e também com contribuições de todos os setores. "Essa tarefa não pode ser exercida de forma isolada, a saúde precisa estar em todas as políticas. Minha gestão se pautará por esse imprescindível trabalho colaborativo". 

Ela reforçou o compromisso com a gestão tripartite — União, Estados e Municípios — e o esforço com os conselhos de saúde para a construção de políticas conjuntas. "Serão tempos difíceis de reconstrução, mas também da necessária inovação. É preciso reconstruir e é preciso olhar os desafios do presente e a visão de um Brasil de futuro. Esse trabalho só será possível com grande esforço nacional, envolvendo estados e sociedade civil", afirmou.

A nova ministra aproveitou ainda para fazer anúncios da criação e recriação de secretarias e departamentos sendo eles: Secretaria de Informação e de Saúde Digital; Departamento de IST/AIDS e Hepatites Virais; Departamento de Imunização; e Departamento de Saúde Mental e Enfretamento do Uso Abusivo de Álcool e Outras Drogas.

De acordo com Nísia, a nova estrutura organizacional visa reforçar ações do Programa Nacional de Imunizações, preparar o sistema de saúde para novas modernizações digitais e a retomada do alinhamento da agenda da saúde mental à reforma psiquiátrica brasileira.

No discurso, a ministra ainda afirmou que, ainda nesta semana, será criado um grupo de trabalho tripartite para “sistematizar as políticas instituídas por portarias sem pactuação que serão revogadas, revistas ou mantidas”. De acordo com a ministra, “serão revogadas nos próximos dias as portarias e notas técnicas que ofendem a ciência, os direitos humanos, os direitos sexuais reprodutivos e que transformaram várias posições do Ministério da Saúde em uma agenda conservadora e negacionista.”

A cerimônia contou com a participação de cinco ministros: das Relações Institucionais, Alexandre Padilha; do Desenvolvimento Social, Wellington Dias; da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos; do Esporte, Ana Moser; da Gestão e Inovação, Esther Dweck; e das Mulheres, Cida Gonçalves.