22 de maio de 2024
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GOVERNO FEDERAL

Silvio Almeida diz o "óbvio que foi negado nos últimos 4 anos" (vídeo)

Ele assume ministério "arrasado" por Damares Alves

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Silvio Luiz de Almeida, ao tomar posse como ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania do governo do presidente Lula (PT) neste domingo (1º.jan.23), fez um discurso dizendo que falaria o óbio que foi negado nos últimos 4 anos. 

"Permitam-me, como primeiro ato como ministro, dizer o óbvio, o óbvio que, no entanto, foi negado nos últimos quatro anos", afirmou citando que mulheres, negros, pessoas LGBTQIA+, pessoas com deficiência, indígenas, idosos e disse que esses cidadãos "existem" e "são valiosos" para o governo.

"Quero ser ministro de um país que ponha a vida e a dignidade humana em primeiro lugar", acrescentou Almeida.

"Não permitiremos que o ministério permaneça sendo utilizado para reprodução de mentiras e preconceitos", acrescentou o ministro, em crítica a antiga gestora Damares Alves (Republicanos-DF), bolsonarista que usou o cargo para disseminar diversas mentiras e teorias da conspiração. Ela comandava o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, que reunia diversas responsabilidades. 

O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, assume o cargo em cerimônia no auditório do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).  Foto: José Cruz/Agência BrasilO ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, assume o cargo em cerimônia no auditório do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).  Foto: José Cruz/Agência Brasil

Almeida disse que recebeu assume ministério "arrasado" e que fará uma revisão de atos realizados no governo passado.

"Recebo o ministério arrasado, conselhos foram encerrados e o orçamento foi drasticamente reduzido. A gestão anterior tentou extinguir a Comissão de Mortos e Desaparecidos, não conseguiu. Todo ato ilegal, baseado e praticado no ódio e no preconceito, será revisto por mim e pelo presidente Lula", disse o ministro.  

Ele também afirmou que, à frente da pasta, terá a missão de enfrentar o alto índice de homicídio de jovens pobres e negros e que conversará com o ministro da Justiça, Flávio Dino, para uma ação conjunta das pastas.

Vai recriar o conselho para elaboração de políticas voltadas para pessoas LGBTQIA+. O ministro também lembrou as necessidades de minorias e também de crianças e adolescentes que ficaram órfãos durante a pandemia. "Direitos humanos não é pauta moral, é pauta política, não é um emblema, é a oportunidade do estado cumprir o que está na constituição", afirmou.

Ele também citou ambientalistas vítimas de violência e disse que o assunto terá atenção dentro do ministério. "Daremos atenção aos defensores ambientalistas que são os que mais morrem nas mãos de criminosos", declarou.