27 de fevereiro de 2021
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Sucessão de Bernal: pequenos querem surpreender e guardam cartas na manga

Se os partidos maiores continuarem amarrados por suas indefinições, a sucessão do prefeito Alcides Bernal (PP) poderá ter nos pequenos como protagonistas e fiéis da balança. Um sinalizador deste cenário em 2016 é o assédio de lideranças às legendas de menor representação política e eleitoral em Mato Grosso do Sul.

O PHS, o PSB, o Pros, o PCdoB, o PEN e o Rede Sustentabilidade estão entre os partidos que nos dois últimos meses festejam novas filiações,  sobretudo em função da reforma política e da falta de espaços nas agremiações mais conhecidas como o PT, o PSDB e o PMDB. O PTB, o PR e o DEM, consideradas forças intermediárias, administra situações contraditórias, com presença expressiva em alguns municípios e  pouca visibilidade em outros.

No caso do PHS, as recentes filiações e a visita de seus dois principais dirigentes nacionais – o presidente Eduardo Machado e o secretário-geral Luiz França –, no sábado passado, atestaam o novo grau de importância que a pluralidade partidária ganha no Brasil, a partir do desgaste das antigas siglas e da consequente expectativa da sociedade por alternativas diferentes.

“Ainda não discutimos nomes, porque a prioridade do partido será discutir e definir modelos de gestão para cada município. É evidente que esse processo termine desaguando no debate sobre candidaturas e na citação de nomes”, explica Alexandre Frosino, presidente regional do PHS. “Temos quadros para fazer as disputas e estamos numa fase de crescimento muito interessante e produtiva”, completa, admitindo que lançar candidatura própria em Campo Grande é uma possibilidade.

Os recentes escândalos denunciados em Campo Grande pelo Ministério Publico, submetidos a investigações policiais e intervenções judiciais,  puseram no paredão do julgamento popular políticos e legendas que sempre surfaram nas altas ondas da popularidade.

Consta que partidos como o PHS, o Pros e o PV fazem parte da agenda principal das articulações que começam a ser construídas pelos mais efetivos líderes políticos em ação, entre os quais o governador Reinaldo Azambuja, do PSDB; o ex-governador André Puccinelli, do PMDB; o senador Delcídio Amaral, do PT; o ex-prefeito Nelsinho Trad; e o prefeito Alcides Bernal, do PP.