28 de fevereiro de 2024
Campo Grande 24ºC

OPERAÇÃO TEMPUS VERITATIS

Tenente-coronel de Operações Psicológicas desmaia após ser alvo da PF

Um dos 33 alvos de golpismo pró-Bolsonaro 

A- A+

O tenente-coronel Guilherme Marques Almeida, comandante do 1º Batalhão de Operações Psicológicas do Exército, em Goiânia (GO), desmaiou nesta 5ª.feira (8.fev.24), após ser alvo da Operação Tempus Veritatis, suspeito de contribuir com a tentativa de golpe de 8 de janeiro em favor de Jair Bolsonaro (PL). 

Policiais federais cumpriam mandado de busca e apreensão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Assim que os agentes chegaram ao Batalhão, Guilherme precisou ser socorrido às pressas.

Posteriormente, ele se recuperou e cooperou com os procedimentos de busca realizados pelos agentes.

O tenente-coronel, especializado em infantaria, assumiu o comando do Batalhão de Operações Psicológicas, uma divisão do Comando de Operações Especiais do Exército, no início de 2024.  

Quando cometeu os crimes em colaboração com o golpismo, Guilherme estava como lotado no Comando de Operações Terrestres do Exército (COTER).  

Apesar de agora desmaiar, o tenente é um dos que atuou na rede de desinformação e ataque às urnas eletrônicas a fim de beneficiar Jair Bolsonaro e converter um golpe de estado. Em mensagens trocadas com Mauro Cid, Guilherme dizia: “acabou para o Lula!”, alegando que a fraude nas urnas estava comprovada, hospedada em site ilegal de Portugal.  

Numa das parte da investigação, os federais dizem que Guilherme celebrou a criação de um site para hospedar material fraudulento (fake news). "O investigado, ainda, comemora a criação e organização de um site que contemplaria todo o material fraudulento, hospedado em Portugal, afirmando “nosso time é bom demais” (fls. 67-69)", diz um trecho do processo judicial.  

Como mostramos mais cedo aqui, para pavimentar o golpe de estado no Brasil, Jair Bolsonaro dividiu seus radicais em 6 núcleos (falamos sobre cada um, aqui). Guilherme integrava o núcleo de 'Desinformação e ataques ao Sistema Eleitoral'. Além dele, integravam esse núcleo também: Mauro César Barbosa Cid, Anderson Torres, Ângelo Martins Denicoli, Fernando Cerimedo, Éder Lidsay Magalhães Balbino, Hélio Ferreira Lima, Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros e Tércio Amaud Tomaz. Eles teriam: "Atuado, prioritariamente, na produção, divulgação e amplificação de notícias falsas e de "estudos" quanto à falta de lisura das eleições presidenciais de 2022, bem como sobre supostos registros de votos após o horário oficial, inconsistências no código-fonte, com a finalidade de estimular seguidores a permanecerem na frente de quartéis e de instalações das Forças Armadas, no intuito de criar o ambiente propício para a execução de um golpe de Estado", apontou a PF. Eis a íntegra da peça judicial.