O cenário político de Mato Grosso do Sul sofreu uma reacomodação decisiva na tarde desta 4ª feira (4.mar.26). Em uma reunião de cúpula na capital federal, o senador Flávio Bolsonaro (pré-candidato a presidência) e o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, deram um "ponto final" às incertezas que rondavam o diretório estadual. O encontro serviu para blindar o ex-governador Reinaldo Azambuja e o governador Eduardo Riedel contra movimentos de intervenção externa.
A movimentação de Reinaldo e Riedel em Brasília foi uma resposta ágil e estratégica ao recente "bilhete" do ex-presidente Jair Bolsonaro, que havia sinalizado simpatia à pré-candidatura do deputado federal Marcos Pollon ao Senado. Ao "cercar" a conversa diretamente com quem detém a caneta e a estratégia eleitoral do partido — Valdemar e Flávio —, as lideranças sul-mato-grossense demonstraram força política e capacidade de articulação.
Em vídeo, Flávio classificou Reinaldo Azambuja como um "craque que veio para reforçar o time". Com isso, o senador não apenas elogiou o ex-governador, mas o chancelou publicamente como o nome de confiança da legenda para os embates de 2026.
FIM DO "DISSE ME DISSE"
A principal vitória de Reinaldo Azambuja nesta 4ª foi a estabilidade. Nos bastidores, cresciam rumores de que ele poderia sofrer um "golpe" da direção nacional para dar lugar a nomes mais alinhados ao bolsonarismo ideológico radical. O vídeo gravado ao lado de Flávio Bolsonaro enterra essa possibilidade.
"Tenho certeza que no Mato Grosso do Sul essa unidade está mantida. Eu confio muito nos quadros", afirmou Flávio Bolsonaro.
A fala do senador, que é pré-candidato à Presidência da República, coloca Mato Grosso do Sul como peça-chave em seu tabuleiro nacional, sob a gestão firme do grupo político de Riedel e Azambuja.
POLLON E CONTAR NA CORDA BAMBA
A consolidação de Reinaldo Azambuja como o pré-candidato oficial do PL ao Senado gera um efeito colateral imediato na oposição interna. Com as portas do partido praticamente fechadas para candidaturas majoritárias que não passem pelo crivo do diretório estadual, nomes como Marcos Pollon e Capitão Contar verão, cada vez mais, seu espaço minguar.
Diante do atual cenário de "unidade inabalável" pregado pela cúpula nacional, a tendência é que Pollon e Contar busquem novas legendas caso queiram viabilizar suas candidaturas ao Senado ou ao Governo. A permanência de ambos no PL torna-se politicamente inviável para quem busca o protagonismo das urnas.
'FIM DO INCÔMODO'
A reunião em Brasília entrega a Reinaldo Azambuja o que ele mais precisava: a segurança jurídica e política para conduzir o partido no Estado. Para o governador Eduardo Riedel, o encontro reafirma seu prestígio nacional, sendo citado por Flávio Bolsonaro como um gestor de "trabalho excepcional".
O PL de Mato Grosso do Sul sai deste episódio não apenas recomposto, mas sob um comando claro e sem ruídos, pronto para a "reconstrução do Brasil" mencionada pela família Bolsonaro, mas com o DNA e a batuta do grupo político que hoje governa o Estado. Assista ao vídeo:











