04 de abril de 2026
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TRÁFICO | CAMPO GRANDE

Funcionário na maternidade, Matheus é preso por tráfico usando 'escape' do lixo hospitalar

Por ser carga de material contaminado viajavam tranquilamente sem vistoria pelas estradas

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Matheus Araújo Benites, de 24 anos, que trabalhava há poucos meses na Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande, acabou preso ontem, 14 de julho, suspeito de integrar uma organização criminosa de tráfico de drogas.

Sidney Correia Braga, Rogério das Flores Fernandes, ambos de 36 anos, Emerson Siqueira de Matos, Jhony Peterson Teles Gabilani, Matheus Araújo Benites, todos de 24 anos e Caio Cesar dos Santos Oliveira, de 26 anos, também foram presos em flagrante enquanto descarregavam a carga de um mil, cento e trinta e oito quilos de maconha distribuídos em 1384 tabletes guardados em galões.

A Polícia Civil não divulgou o valor do patrimônio dos criminosos, mas informou que o valor movimentado pelo grupo é alto. A autoridade policial disse que apreensão causa prejuízo um milhão de reais ao crime organizado.  

PRISÃO 

De acordo com os investigadores, denúncias anônimas levaram as equipes ao pátio próximo ao Hospital Adventista do Pênfigo, na saída para Sidrolândia, em Campo Grande. Na tocaia, os policiais notaram que o grupo estava usando um caminhão de transportar lixo infectado, nos tambores, porém, havia os tabletes de maconha. 

Além da droga, a polícia apreendeu um revólver calibre .38 e dois caminhões e um Ecosport, todos em poder de Matheus. A polícia diz que o jovem vivia uma vida de luxo, superior ao salário pelo qual é remunerado no hospital.

O motorista do caminhão é Sidney Correia Braga, que trabalha para a empresa dona do veículo. 

A empresa é paranaense, mas tem sede em Campo Grande. Ela recolhia resíduos hospitalares de unidades de várias cidades do Estado, inclusive, da região de fronteira.

OPERAÇÃO

 As prisões ocorreram durante a Operação Hórus, com investigações encabeçadas pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar). 

Os investigadores dizem que a parceria desmantelou um ‘elo logístico de organização criminosa dedicada ao tráfico de maconha’. 

De acordo com a polícia, as prisões desta quarta são desdobramentos de uma ocorrência da DRACCO, que apreendeu 700,0 kg de maconha, no dia 30 de junho de 2021.

— Desde então, ações investigativas especializadas foram desenvolvidas pelos operacionais do DRACCO e DENAR — comunicou a autoridade policial. 

Os criminosos "conquistavam" o caminhoneiro. Eles agiam passando livremente por várias cidades onde descarregavam. Eles faziam o carregamento da maconha quando passavam pela região de fronteira em Ponta Porã e Aral Moreira, diz a polícia.  

Não haviam sido pegos até o momento, pois, segundo a polícia, como a carga se trata de material contaminado não é comum a vistoria policial nas estradas. O então grupo passava tranquilamente até chegar em Campo Grande, onde distribuía o entorpecente. A polícia acredita que a droga também chegava a outros estados.

Todos os presos passaram por audiência de custódia e tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça de MS. Eles respondem por associação criminosa e tráfico de drogas.