Operação Safra Desviada deflagrada pelo GAECO nesta 4ª feira (25.fev.26) investiga um esquema milionário de desvio de grãos.
A fraude gerou um prejuízo estimado em R$ 140 milhões ao Grupo Lermen e a outras empresas do setor.
Os investigadores cumprem 180 medidas cautelares em Mato Grosso e simultaneamente no Paraná, em São Paulo, no Pernambuco e no Maranhão.
Em Mato Grosso, os mandados atingem Cuiabá e polos agrícolas como Sorriso, Sinop e Lucas do Rio Verde.
Nova Mutum, Colíder, Nova Ubiratã, Boa Esperança do Norte e Campo Verde também registram diligências.
O Ministério Público (MPMT), por meio do Gaeco, coordena as investigações contra a organização. A íntegra.
Os suspeitos são investigados por furto qualificado, lavagem de dinheiro e estelionato contra idoso.
A lista de crimes apurados pela força-tarefa inclui ainda falsidade ideológica e ocultação de patrimônio.
O esquema consistia no desvio sistemático de cargas de soja, milho e algodão das propriedades.
Os criminosos manipulavam registros internos para mascarar as movimentações financeiras ilícitas.
Ao todo, foram expedidos 80 mandados de busca e apreensão em fazendas, empresas e residências.
A Justiça determinou o bloqueio das contas bancárias de 56 pessoas físicas e jurídicas envolvidas.
As autoridades também autorizaram o sequestro de mais de 70 veículos, incluindo caminhões e carretas.
Diversos imóveis ligados a 20 dos investigados foram colocados em indisponibilidade pela Justiça.
Mais de 45 suspeitos tiveram os sigilos bancário e fiscal quebrados para aprofundar as apurações.
O Gaeco identificou que empresas de fachada disfarçavam a origem do dinheiro obtido com as cargas.
Contas em plataformas de apostas online também foram bloqueadas por suspeita de lavagem de dinheiro.
Celulares, computadores e dados em nuvem foram apreendidos para a extração de novas provas.
A mobilização conta com mais de 180 policiais militares, 12 policiais civis e 50 agentes do Gaeco.











