20 de junho de 2021
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PRISÃO DOMICILIAR | FEMINICÍDIO

Rafael é liberado à prisão domiciliar pela morte da namorada; defesa alega 'brincadeira'

Advogado afirma que este tipo de 'brincadeira' é comum entre os jovens; Mariana estava no capô do carro e há 2 versões, porém, defesa diz que a primeira versão 'não foi dada pelo suspeito', apesar de ter sido noticiada

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Como adiantado no sábado aqui no MS Notícias, hoje (17. maio) foi concedida a prisão domiciliar de Rafael de Souza Carrelo, de 19 anos, preso em flagrante por bater o carro e matar a namorada, Mariana Vitória Vieira, de 19 anos, na madrugada de sábado. O suspeito responderá por feminicídio e por conduzir embriagado.

"O que ocorreu, e não é negado pelo depoimento dos condutores, é que houve uma brincadeira, infeliz brincadeira onde o casal de namorados trocava de posição. Em um momento, Rafael se põe no capô e a vítima dirige. Em outro, eles trocam. Infelizmente, tal brincadeira inconsequente, acabou resultando na morte da vítima", disse o advogado de defesa Marlon Ricardo

O acidente aconteceu quando o rapaz saiu da Avenida Afonso Pena e entrou na Avenida Arquiteto Rubens Gil de Camillo, sentido Via Park, na curva, colidiu no meio-fio, depois numa árvore e por fim num poste. A namorada que estava no capô do carro (por motivos que serão investigados) acabou caindo embaixo da árvore e segundo a polícia tinha sinal de pneu na barriga.

O suspeito foi preso em flagrante sentado no asfalto com Mariana morta nos braços. Levado à delegacia da Mulher (Deam), Rafael entregou duas versões sobre o que ocorria antes do acidente. A última versão, de que se tratava de uma brincadeira, foi usada pela defesa para conseguir a liberdade provisória ao suspeito. 

Segundo o advogado, o rapaz deverá usar tornozeleira eletrônica e ficará em prisão domiciliar. A Justiça acatou os argumentos da defesa de que Rafael tem bons antecedentes criminais, como também residência fixa e trabalho.

Na peça de defesa, o advogado afirma que este tipo de ‘brincadeira’ é comum entre os jovens e não havia justificativa para a prisão do suspeito, já que ele preenche os requisitos para responder em liberdade. 

 “Apesar de ter sido imensamente noticiado na mídia que a vítima teria tentado impedir Rafael de dirigir pois ele estava sob o efeito de álcool e, para tanto, teria se segurado no capô do veículo, ninguém sabe de onde saiu essa versão, nem mesmo, a autoridade policial”, destacou o advogado. Apesar disso, a versão noticiada, segundo a polícia, foi dada pelo autor no local do acidente ainda na madrugada de sexta-feira para sábado. 

“Conforme pode ser visto no depoimento dos condutores, o que Rafael disse logo após o acidente, ainda em choque pela consequência nefasta de uma brincadeira de namorados, foi que a vítima estava dirigindo e, depois, eles trocaram e ela se pôs no capô”, reforçou a defesa.