30 de outubro de 2026
Campo Grande 20ºC

CPI deve ser mantida, mas Energisa pode não ser investigada

A- A+

A empresa Energisa, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica em Mato Grosso do Sul, não deve ser investigada pela CPI da Assembleia Legislativa, que tem o objetivo de investigar movimentações financeiras suspeitas da empresa. O pedido é de um parecer emitido pela Procuradoria-Geral de Justiça. O documento ainda sugere que as investigações sejam feitas em período anterior a abril de 2014, quando a empresa assumiu o controle da Enersul.

O documento é assinado pela procuradora-geral adjunta de Justiça, Mara Cristiane Crisóstomo Bravo, tem 26 páginas, e foi assinado na sexta-feira, dia 12. A procuradora rejeita os argumentos da Energisa de que a CPI teve motivação vaga e indeterminada.  Ela ainda também refuta o argumento de que o Legislativo não poderia fazer a investigação. “É inarredável a competência da Assembleia Legislativa Sul-Mato-Grossense para a instauração e processamento da Comissão Parlamentar de Inquérito ora em análise”, escreve Mara Bravo, complementando, em outro trecho: "há nítido interesse público e social para a instauração" do grupo.

Em outro trecho do parecer, a procuradora destaca que não existem motivos suficientes para que a Energisa seja vinculada a CPI, já que dados utilizados na auditoria restringem no período anterior à intervenção federal decretada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e ao controle acionário da concessionária pela Energisa.