20 de junho de 2021
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PECUÁRIA | ESTAÇÃO SECA

Estação seca pode gerar redução de rendimento para o produtor de gado

Zootecnista garante que suplementação pode evitar prejuízo de até R$ 366 por cabeça, devido à perda de peso dos animais

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Grande responsável por problemas respiratórios e inclusive por facilitar queimadas, o tempo seco também tem seus reflexos negativos na pecuária, já que a pastagem começa a perder qualidade com a gradual redução de chuvas, que desencadeia em prejuízos para os bovinos de corte e seus produtores.

Diretor comercial da Agrocria Nutrição Animal e Sementes, o zootecnista Bruno Pietsch C. Mendonça, aponta o período de maio a outubro como a época em que os animais perdem peso, pela quantidade de nutrientes na pastagem.

"Principalmente os compostos nitrogenados, estão abaixo da exigência de manutenção dos microrganismos ruminais, que são a principal fonte de proteína dos ruminantes”, diz ele. Bruno ainda sinaliza que, no período mais crítico, o teor de proteína da pastagem fica abaixo de 7%, caindo para níveis entre 3 e 4%.

Em reflexo disso, animais a pasto podem perder até 200 g por dia, mesmo recebendo suplemento mineral, de acordo com o zootecnista. "O peso pode cair ainda mais, se, além da queda da qualidade, também houve diminuição da quantidade de forragem disponível, algo comum de acontecer no Brasil Central”, complementa

Com isso acumulado pelos cinco meses que restam até outubro, para o pecuarista, o prejuízo fica em aproximadamente 1@ por cabeça, que na cotação atual, de 11 de maio, para pagamento à vista na praça de São Paulo, representa uma perda de R$300,50.

“Com o uso de um suplemento proteico ou proteico-energético, como é o caso da linha Protene, da Agrocria, além de evitar as perdas relatadas, esse mesmo pecuarista obteria um ganho em peso entre 150 e 500g por cabeça/dia, dependendo da quantidade de produto consumido, categoria animal e disponibilidade de forragem”, aponta Mendonça.

Cálculos da Agrocria Nutrição Animal e Sementes apontam que, o rendimento do uso de suplementos proteicos ou proteico-energéticos, ficaria entre 1,8 e 4,2@ ou R$ 518,50 a R$ 1.281,00 por cabeça, na conversão em moeda, nos seis meses de seca.

PANORAMA

Cada vez mais, tecnologias vêm sendo integradas à pecuária brasileira, o que é responsável por modernizar e incrementar produção e produtividade, sem deixar as bases sustentáveis de lado. Pesquisas em genética e avanços no controle de pragas e doenças, além da melhoria das pastagens, aumentaram a média de desfrute dos rebanhos bovinos de corte de 11% para 22%.

Ainda assim, a carne bovina cresceu pouco, frente ao aumento da carne de aves.  Em níveis de produção segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), nas últimas quatro décadas o Brasil aumentou:

  • carne de aves - 22 vezes
  • carne suína - 4 vezes
  • de leite - 4 vezes
  • carne bovina - 4 vezes

SOLUÇÕES

Entre as soluções tecnológicas estão os sistemas de integração. Mais recente, a Embrapa, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Rede ILPF, Semagro MS, Famasul MS e Fbeventos encerrou o II Congresso Mundial sobre Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), de forma totalmente digital.

Sistemas de integração de culturas e componentes agrícolas garantem um uso mais eficiente de recursos como terra, mão de obra e insumos. Além de que podem ser realizados nos mais diversos biomas, desde o Pantanal, até na Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga e Pampa, sendo várias as possibilidades de combinação, considerando espaço e tempo disponível.

Com os plantios em rotação, consorciação e/ou sucessão, a integração pode envolver a produção de grãos, fibras, madeira, energia, leite ou carne na mesma área.  

As cultivares de trigo duplo-propósito servem tanto para a produção de grãos, quanto para o pastejo dos animais, devido ao seu ciclo vegetativo mais longo, que faz com que possam ser semeados mais cedo, garantindo a cobertura do solo durante todo o inverno.

Essa tecnologia ILP (Lavoura-Pecuária) supre o chamado "vazio outonal", dos período de outono/inverno, que afetam a produção de carne e leite pela região sul do Brasil (RS, SC, PR). Isso dá estabilidade de fluxo de renda na propriedade rural, maximiza e distribui o uso de mão-de-obra durante o período e ainda gera renda adicional pelo incremento de produção

Independente da região, práticas agrícolas de monocultivo e pressão sobre o ambiente já trazem problemas há décadas, o desafio é aumentar produtividade com conservação de recursos naturais no processo de intensificação de uso das áreas já desmatadas no Brasil.

Sobre os suplementos, o pecuarista pode elevar a produtividade do rebanho com ajuda dos produtos proteicos-energéticos, o que aumenta o lucro da propriedade mesmo investindo na suplementação do gado.

“Isso porque, sem suplementar, o pecuarista teria um prejuízo de R$ 366 por cabeça, devido à perda de peso dos animais, já, com os suplementos, teria um ganho mínimo de R$ 518 por cabeça, enquanto o custo da suplementação no mesmo período ficaria entre R$ 120 e R$ 220 por cabeça”, contabiliza Mendonça.

“Sem suplementar, o pecuarista teria um prejuízo de R$ 366 por cabeça, devido à perda de peso dos animais, já, com os suplementos, teria um ganho mínimo de R$ 518 por cabeça, enquanto o custo da suplementação no mesmo período ficaria entre R$ 120 e R$ 220 por cabeça”, contabiliza Mendonça.

Trabalhos científicos apontam que a suplementação com proteicos e/ou protéicos-energéticos é uma das técnicas mais simples e economicamente viáveis para aumentar a eficiência produtiva de bovinos a pasto, com benefícios nas fases de cria, recria e engorda. Toda a linha disponível você confere no portal da Agrocria.