30 de setembro de 2020
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Piloto de Enduro reafirma necessidade de uso de equipamentos de segurança na prática esportiva

O piloto amador de enduro e amante do motociclismo, além de funcionário público, Paulo Josué da Silva Paiva, tem como objetivo mostrar a realidade do esporte para a população, mesmo que isso gere, muitas vezes, revolta de alguns apaixonados pela categoria. Paulo tem consciência do perigo do esporte e de como os equipamentos são essenciais para manter a integridade do piloto.

No Estado, o motociclismo tem quatro categorias oficiais que são: o motocross, o velocross, o crosscountry e o enduro, já no Brasil as categorias são inúmeras, abrangendo diversos estilos de pista e a maneira como se pratica o esporte.

Há quase dez anos Paulo pratica a categoria enduro, que é feita em trilhas, possui um regulamento, equipamentos como GPS, planilha e computador de bordo e é considerada uma prova mais técnica, já que é realizada normalmente em áreas rurais, como em uma fazenda.

A categoria de motociclismo nos dias atuais já é bem vista por toda a população e divulga a cada ano que passa novos profissionais que são capazes de concorrer em campeonatos estaduais e no brasileiro. O piloto Flávio Brito, de Rio Verde – distante 194 quilômetros de Campo Grande – foi um dos destaques no Crosscountry – Over 35 em nível nacional, sendo considerado um dos melhores pilotos do Brasil.

Devido ao crescimento do esporte, diversas empresas assim como os governos municipais e o governo do Estado já patrocinam os campeonatos. “Às vezes é complicado conseguir um patrocínio. Há projetos, análises e a aprovação, alguns não conseguem, mais existe a possibilidade”, afirma Paulo.

Em Campo Grande, a prefeitura tem apoiado bastante, conta o piloto. Foi construída uma pista e a Capital irá sediar uma etapa do campeonato brasileiro no dia 31 de agosto. Já em outras cidades do interior, são poucas as que possuem estrutura para o esporte, já que, quem dispõe da pista é o município e muitas vezes eles não apoia.

O profissional lembra que todo dia é um novo dia e que o ambiente em que o motociclista está muda a todo instante. A autoconfiança pode se tornar um problema, ninguém conhece cada ponto de uma trilha, por exemplo, sempre surge um galho a mais, uma pedra a mais e o piloto pode se machucar se não se atentar para a própria segurança.

Os eventos exigem grande responsabilidade do realizador, pois, além de ser um esporte de risco, exige muitos cuidados, como ambulâncias, médicos, sinalização em diversos pontos da pista. “Se o piloto participa é porque ele gosta, porque quer e porque sabe dos riscos que corre. Ele assina um termo de responsabilidade”. Para Paulo, somente é piloto aquele filiado na Femems (Federação de Motociclismo do Estado de Mato Grosso do Sul) e portador da carteirinha.

Muito do preconceito existente é devido àqueles motociclistas que não tem consciência do que fazem, porém, a maioria zela pela própria integridade. “É a imprudência que acaba gerando muitos acidentes”.

Paulo lembra a todos que utilizem os equipamentos para a segurança e utilizem as motos adequadas para cada categoria do esporte, pois, cada uma possui uma diferença, e essa diferença também é encontrada na moto.

Tayná Biazus