O ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Felix Fischer, faleceu aos 78 anos na capital federal.
Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, onde passava por acompanhamento médico.
O velório será realizado na 5ª feira (26.fev.26), a partir das 9h30, nas dependências da sede do STJ.
O sepultamento está marcado para as 14h30, no Cemitério Campo da Esperança, localizado na Asa Sul.
Nascido em Hamburgo, na Alemanha, em 1947, Fischer imigrou para o Brasil ainda bebê e naturalizou-se brasileiro.
O magistrado deixa a esposa, Sônia, e quatro filhos: Octávio, João, Denise e Fernando.
Sua formação acadêmica inclui graduações em Ciências Econômicas pela UFRJ e em Direito pela Uerj.
A carreira jurídica de Fischer começou em 1974, atuando como promotor substituto no Ministério Público do Paraná.
Ele ascendeu dentro da instituição paranaense até alcançar o cargo de procurador de Justiça no ano de 1990.
A posse como ministro do STJ ocorreu em dezembro de 1996, em uma vaga destinada a membros do Ministério Público.
Como cidadão naturalizado, o STJ foi o ápice de sua carreira, visto que o STF exige nacionalidade brasileira nata.
Durante sua trajetória na Corte, presidiu a Quinta Turma e a Terceira Seção antes de assumir o comando do tribunal.
Fischer foi presidente do STJ e do Conselho da Justiça Federal (CJF) durante o biênio de 2012 a 2014.
Após a presidência, ele retornou ao comando da Quinta Turma da Corte, onde atuou entre 2015 e 2017.
Ao completar duas décadas de atuação no tribunal, em 2016, o ministro já somava cerca de 115 mil processos julgados.
A aposentadoria oficial de Fischer do Superior Tribunal de Justiça ocorreu no ano de 2022.
No meio jurídico, ele consolidou a imagem de um magistrado conhecido pelo rigor técnico em julgamentos penais.
Devido à sua firmeza nas decisões, o ministro era amplamente respeitado e temido por advogados criminalistas.











