26 de outubro de 2020
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Denúncia aponta superlotação e falta de estrutura na UTI Neonatal do HU

Em contato com o Dourados News, um servidor que preferiu não se identificar denunciou as condições na qual hoje estaria funcionando a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Neonatal do HU (Hospital Universitário de Dourados), que atende a recém nascidos.

Segundo a fonte, a unidade teria capacidade estrutural para atender a nove leitos e, atualmente, existiriam 14 bebês internados no local. Por conta do número acima da capacidade, os recém nascidos estariam em risco, já que haveria falta de recursos materiais essenciais como respiradores mecânicos, e também recursos humanos.

Ainda conforme a fonte, que definiu a atual situação como “um quadro desesperador” e “com risco real à vida dos recém nascidos, já que não há o mínimo de estrutura para uma assistência de qualidade a toda a demanda”, a Central de Regulação de Leitos do Estado estaria ciente da condição crítica e, ainda assim, continuaria direcionando casos ao HU, em regime de vaga zero.

Procurada pelo Dourados News, a assessoria de comunicação da SES (Secretaria de Estado de Saúde) disse à reportagem que daria um retorno sobre o encaminhamento de novos pacientes, feito pela Central Estadual de Regulação de Leitos, mas isso não aconteceu até a publicação desta reportagem.

Já a assessoria da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) informou que realmente não há mais vagas para a UTI Neonatal, que está com 14 bebês internados atualmente, ocupando então todos os 10 leitos disponíveis e outros que tiveram que ser implantados para atender a demanda.

De acordo com a assessoria de comunicação, a última criança foi aceita durante a madrugada de hoje, também encaminhada pelo regime de vaga zero. Apesar de confirmar que não há mais leitos disponíveis, a assessoria negou que faltem profissionais, medicamentos ou aparelhos para o atendimento às crianças que estão internadas.

Por fim, a assessoria da UFGD informou que nenhuma criança vai ser aceita no HU até que as demais recebam alta e disponibilizem leitos, e que essa é uma posição que pode ser tomada pera direção do hospital junto à Central de Regulação de Leitos ainda que a vaga zero seja uma vaga de prioridade.

Dourados News