18 de outubro de 2021
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CONTAMINADO NO EXTERIOR

Depois do 'dedo do meio', Queiroga testa positivo para Covid-19 e fica nos EUA

No dia do diagnóstico, ministro reuniu-se com Bolsonaro, com o presidente polonês, com o secretário-geral da ONU e mais

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Depois de perder a compostura e, literalmente, "mostrar o dedo" para manifestantes em Nova York (EUA), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, testou positivo para Covid-19 e ficará em isolamento no país norte americano por 14 dias, segundo informações do Olhar Digital. 

Marcelo Queiroga é o segundo brasileiro que viajou para os Estados Unidos e testou positivo, sendo que o ministro não embarcou com a delegação que acompanha Jair Bolsonaro, que já voltou ao Brasil, segundo informações da Agência Folhapress. O funcionário do cerimonial da Presidência, tinha saído do Brasil havia cerca de dez dias para ajudar a planejar a logística da viagem, quando se sentiu mal na última sexta-feira (17) e teve o diagnóstico de Covid confirmado no dia seguinte, véspera da chegada do presidente Bolsonaro aos EUA. 

Bolsonaro estava hospedado no mesmo hotel que o ministro Queiroga, que esteve em vários eventos ao lado do presidente, como o jantar na noite de segunda que terminou em princípio de confusão. 

Na 2ª feira (20.set.2021), Marcelo Queiroga encontrou com o premiê britânico, Boris Johnson e, neste mesmo dia, foi perguntado sobre o primeiro caso de Covid na comitiva, dizendo que "estamos em pandemia, e coisas assim (contaminações) podem acontecer".

Mais cedo, na manhã de 3ª feira (21.set.2021) - mesmo dia em que foi diagnosticado -, o ministro da Saúde foi ao memorial do World Trade Center, onde houve aglomeração em torno do presidente, que foi cercado por alguns turistas. Em entrevista à CNN, Queiroga disse que está bem e sem sintomas. 

Ministro das Relações Exteriores, Carlos França, que esteve ao lado de Queiroga em vários eventos e também na van que os trouxe de volta do jantar de 2ª feira (20.set), ainda teve encontro na tarde de 3ª feira (21.set), com o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken. 

Sem fechar a roda de "possível contaminação", na tarde de 3ª feira (21), o ministro da Saúde esteve  ao lado de Bolsonaro nos encontros com o presidente polonês, Andrzej Duda, com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e em uma reunião com a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), segundo a Folhapress. 

Vale lembrar que a Assembleia-Geral será encerrada na próxima sexta-feira (24) e os que possuem diagnóstico positivo, não acompanham de forma presencial os debates do evento, que segue normalmente. Diplomatas da Missão do Brasil na ONU foram avisados da contaminação. 

Queiroga já recebeu a vacina contra o coronavírus e inclusive aplicou doses em políticos como o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filhos do presidente, e colegas como o ministro Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) e Tarcisio Freitas (Infraestrutura). Também cobrou Bolsonaro, em uma live, que se imunizasse.