20 de junho de 2021
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INTERNACIONAL | ORIENTE MÉDIO

Guerra deixa 59 mortos: vídeo mostra míssil atingindo Tel Aviv e céu repleto de mísseis

Estado de Israel teria assassinado mais de 400 crianças palestinas só na Faixa de Gaza no ano de 2014; na última segunda-feira (10. maio) tiveram início novos conflitos

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Palco de guerra iniciada na segunda-feira (10. maio), um prédio de 13 andares na Faixa de Gaza veio abaixo em ataques de Israel. No revés, o grupo Hamas disparou foguetes nessa terça-feira (11.mai.21) contra Tel Aviv, a maior cidade israelense, ainda não há detalhes de quantos foram feridos nesse último ataque. 

Vídeo feito por israelense mostra o momento em que um míssel atinge o centro da cidade. Veja abaixo: 

Ao menos 59 pessoas já morreram desde 2ª-feira — 53 mortos em Gaza, segundo o Ministério da Saúde local, e seis em Israel, alega a autoridade israelense. 

No céu de Tel Aviv centenas de mísseis foram parados por um sistema de defesa da cidade Israelense. Veja abaixo: 

A TV Cultura explicou em reportagem como funciona a tecnologia insraelense para interceptar os mísseis vindos da palestina. 

Tendo capital vantajoso em realação a Palestina, Israel reagiu derrumbando prédio com uso de míssel. O adversário, porém, não possui a tecnologia. A agência de notícias Reuters disse: “"Israel enlouqueceu", quando cobria ataques em uma rua na Faixa de Gaza. 

De acordo com o ministro da Defesa de Israel, Benny Gantz, o clima de guerra deve se prolongar pelos próximos dias. "Os militares israelenses continuarão atacando e proporcionarão um silêncio total e duradouro", disse Gantz, em uma entrevista coletiva nesta quarta. "Só quando atingirmos essa meta, poderemos falar sobre acalmar as coisas. No momento, não há data para o fim."

Em Gaza, o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, disse que se as forças israelenses quiserem manter a escalda de violência, a resistência do grupo está pronta para responder à altura.

Segundo a Unicef, em estudo publicado em 2014, o estado de Israel já teria assassinado mais de 400 crianças palestinas só na Faixa de Gaza, deixando outras 2500 feridas.

Em discurso televisivo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que os grupos palestinos pagaram um alto preço. "Continuamos a atacar com força total", afirmou. Segundo o premiê, a campanha militar vai demorar. "Vamos continuar".

Netanyahu ainda declarou que intensificará os ataques à Faixa de Gaza após os disparos de foguetes na fronteira com Palestina. "Na conclusão de uma avaliação da situação, foi decidido que tanto a potência dos ataques quanto sua frequência serão aumentadas", afirmou.

ISRAEL REPRIME PALESTINOS EM JERUSALÉM ORIENTAL

Um dos pontos centrais da escalada de tensão foi a decisão de um tribunal israelense de despejar 28 famílias palestinas do bairro Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, para dar lugar a colonos israelenses. Revoltados, os palestinos foram às ruas para protestar.

Outro ponto que despertou descontentamento da comunidade palestina que vive na região foi uma marcha convocada por grupos nacionalistas de Israel para celebrar o "Dia de Jerusalém", data que marca a ocupação de Jerusalém Oriental por forças israelenses.

Apenas na segunda-feira (10), 27 pessoas foram mortas pelos ataques israelenses, incluindo nove crianças, além de ao menos cem feridos.