26 de outubro de 2020
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Prefeitura de Bernal assume obra inacabada da empresa Homex

Para a Homex poder fazer seu investimento em Campo Grande, na construção dos condomínios, uma das condições é que ela arcasse também com a construção de um colégio e de uma UBSF (Unidade Básica da Saúde da Família) nos arredores. Como a empresa mexicana não concluiu as obras residenciais, as construções do colégio e da UBSF também tiveram que ser paradas. Devido a isso, foi acionado o seguro, e conforme explica o arquiteto da Planurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano), Valter Cortez, a prefeitura assumiu o término das obras.O arquiteto acredita que esse ônus não deve ser pago pela sociedade campo-grandense, “Não se pode transferir o ônus do empreendimento para a sociedade em geral pagar. A prefeitura assumiu as obras, mas estamos acionando o seguro da CEF (Caixa Economica Federal). Ela (CEF) diz não ter responsabilidade, mas é ela o agente financiados, é ela quem faz a fiscalização”. O arquiteto acredita que o grande problema da empresa mexicana foi o fluxo de caixa da empresa e a análise errada da execução com o retorno devido, sendo esses, problemas de gestão e tecnalidades. O exemplo citado foi o de todo cidadão ter acesso às informações. Ele analisa o local, se ele for morar muito longe do local de serviço não irá investir no imóvel. O vereador Otávio Trad (PT do B), fez uma lista de todos os prejudicados. Segundo ele foram: os  moradores que já receberam as casas, os compradores que estão na expectativa do imóvel, os trabalhadores que ficaram sem receber, os fornecedores caloteados e as empresas terceirizadas. O vereador aproveitou para questionar o arquiteto da Planurb pedindo se a prefeitura se sentia prejudicada com essa situação. O arquiteto respondeu que não, e que a prefeitura está trabalhando para que o ônus não seja jogado para a coletividade, ou seja, se a empresa Homex deveria fazer a obra e não pode entregar, a prefeitura não pode pagar pela empresa, mas ao mesmo tempo a prefeitura não pode deixar a população de lado e por esse motivo assumiram a obra. O vereador Carlão (PSB) contra argumentou que tanto a Câmara de Vereadores como a prefeitura são culpados, pois sabiam que a empresa era ficha suja e mesmo assim aprovaram o projeto, e agora, a administração do prefeito Alcides Bernal (PP) terá que assumir a falha da administração passada, do ex-prefeito Nelson Trad Filho. Mesmo sendo um projeto aprovado na última administração, Carlão acredita que Nelsinho Trad não agiu de má fé, porém foi tolo. O vereador também assumiu que o questionamento feito ao arquiteto foi uma espécie de pegadinha para ver se a Planurb iria falar mal da antiga administração de Campo Grande, porém, Valter teria passado no teste pois respondeu tecnicamente. Otávio Trad parabenizou o executivo municipal pela ação. Estava presente na oitiva, Valfrido Ribeiro Borges, proprietário da WRB engenharia, empresa terceirizada da Homex. Não estava programado ouvi-lo, porém, como ele estava presente os vereadores resolveram escutar o que ele tinha a dizer. Valfrido teve um prejuízo de mais de  R$ 1 milhão e a sua empresa faliu. “Eu tinha 176 funcionários, vendi meu carro, o carro da mulher, e hoje só respondo a 70 ações trabalhistas, porque o resto paguei com meu próprio dinheiro”. Ele contou que sua família foi embora, suas filhas ficaram traumatizadas, diversas pessoas perderam seu emprego e acusa a empresa mexicana de premeditar o calore, responsabilizando também pelo infarto que teve. Valfrido entrou com uma ação, e seu advogado diz estar ganha, mas que ele não irá receber o dinheiro, pois daqui a cinco anos não haverá ninguém para pagá-la. Homex - Segunda  os vereadores irão se reunir para traçar estratégias para convocar novamente a empresa, de maneira que ela não falte à oitiva. A intenção seria de convocar o presidente da Homex, porém, como a empresa é mexicana, terão que receber o representante local. O principal esclarecimento será sobre o CNPJ da empresa, que tem mais de 26 CNPJ com o nome da Homex. Tayná Biazus e Diana Christie