04 de dezembro de 2020
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Taxistas do aeroporto reclamam da falta de acessibilidade no local

Alan Diógenes

Na tarde de hoje (21), durante audiência pública realizada na Câmara Municipal de Campo Grande ministrada pelo vereador Edil Albuquerque (PMDB) sobre a operacionalização do aeroporto, os taxistas que operam no local reivindicaram melhores condições de infra-estrutura.

Durante a ocasião, vários taxistas se manifestaram quando um das pessoas que estava na audiência disse que os veículos que operam no aeroporto são de “luxo” e às vezes cobram valores altos pela corrida.

Gerson Lemes do Prado que é dono de uns dos pontos no lugar pediu a voz na tribuna e defendeu os taxistas do aeroporto.

 “Nossos carros são exatamente os mesmos que fazem corrida no centro de Capital, não vejo nenhuma diferença. O que as pessoas precisam entender é que temos despesas para manter o serviço, por exemplo, para você ter idéia, chegamos a desembolsar cerca de R$4.500,00 por mês com manutenção e melhorias para o conforto da população”, afirma Gerson.

Para ele faltam locais para os táxis estacionarem no aeroporto. “Alguns passageiros estacionam os veículos em áreas onde os taxistas deveriam estacionar para deixar ou pegar algum cliente. Deveria ter uma fiscalização por parte da Agetran, que também deveria atuar no transito da região que de vez em quando fica travado”, ressalta Gerson.

De acordo com Lígia Roberta que é taxista há quatro anos no local, falta acessibilidade para os clientes que utilizam os táxis. “A Infraero têm ajudado bastante a gente, mas ainda não o suficiente, por exemplo, até existe faixas amarelas destinadas ao embarque e desembarque de pessoas que chegam de táxis, mas quem as usa são pessoas que nem ao menos irão viajar, elas param no local para ir até o banco ou algo parecido”, conclui Lígia.

Os vôos noturnos no aeroporto internacional de Campo Grande estavam suspensos desde o dia 16/08 e são abertos novamente hoje (21). O rendimento dos taxistas nesse período 40%. O superintendente regional no Centro-Oeste da Infraero afirmou que todos esses problemas serão resolvidos até junho de 2014 quando começa a Copa do Mundo no Brasil, onde o aeroporto da Capital ficará mais movimentado.