15 de outubro de 2021
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Biffi assume PT e primeiro desafio é unificar objetivos para 2016

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Com a renúncia de Paulo Duarte, que optou cuidar somente do seu cargo de prefeito em Corumbá, a presidência do Diretório Regional do PT-MS foi confiada ao ex-deputado federal Antonio Carlos Biffi. Ele não conseguiu se reeleger para o quarto mandato e foi incluído pela cúpula partidária – especialmente por parte do senador Delcídio Amaral, líder do Governo no Senado – entre os nomes de maior prioridade para preencher cargos federais em Mato Grosso do Sul, sendo indicado à diretoria dos Correios.

As tradicionais disputas internas do PT não constituem surpresa e nem preocupação maior para Biffio, que está acostumado a protagonizar históricos confrontos que marcam a luta por espaço entre as correntes do partido. A questão, porém, não está restrita à disputa por espaços, mas à postura e à estratégia de enfrentamento eleitoral em 2016.

O deputado federal Zeca do PT e Delcídio, as primeiras e mais competitivas opções da legenda para o desafio da sucessão campo-grandense não mostram interesse em entrar na concorrência. As demais alternativas são os deputados Pedro Kemp, Cabo Almi e Amarildo Cruz; e o vereador Marcos Alex. No mês passado o médico e presidente da Caixa de Assistência dos Servidores Publicos 9Cassems), Ricardo Ayache, que seria outra possibilidade, deixou o PT para ser candidato do PSB.

A relação com o prefeito Alcides Bernal (PP) e o grau de apoio à sua administração também são questões que dividem os petistas. Há quem defenda a neutralidade, para deixar uma porta aberta a eventuais entendimentos. Contudo, lideranças expressivas, entre elas o vereador Marcos Alex, já não têm mais ilusões com o atual prefeito, aos poucos abandonam a hipótese de construir uma coligação em 2016 e começam a montar o alicerce de uma chapa majoritária.

Biffi não despreza a complexidade e o tamanho desses desafios, conforme destacou logo após ser confirmado na presidência do partido. Para ele, no entanto, o primeiro passo antes de aprofundar os debates sobre eleições e candidaturas será revitalizar o PT e imprimir uma dinâmica de participação política e orgânica dos filiados, com foco no reagrupamento maciço da militância e nos processos de debates sobre as conjunturas políticas, administrativas e eleitorais de cada município.