17 de abril de 2024
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EXTREMA DIREITA

Bolsonaro assume minuta golpista e pede anistia em ato na Paulista

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O ex-presidente inelegível Jair Bolsonaro (PL), reconheceu a existência de uma minuta que previa o golpe de estado, mas sustentou que não pretendia dar um golpe de estado após sua derrota nas eleições de 2022.

A fala do extremista de direita ocorreu em um ato neste domingo (25.fev.24) na Avenida Paulista, em São Paulo, ocasião em que reuniu aliados. 

Durante seu discurso, o político inelegível atacou a aposição, alas da esquerda e o atual presidente do Brasil, Lula, sem citar o nome do líder brasileiro. 

Ao lado do pastor radical Silas Malafaia, Bolsonaro também defendeu os atos terroristas do 8 de janeiro e pediu anistia para condenados por depredação da Praça dos Três Poderes e ataque as urnas. "Tenho muito a falar. Tem gente que sabe o que eu falaria. Mas quero passar uma borracha. Já tivemos uma anistia no Brasil. Peço outra. E que as pessoas que atacaram os Três Poderes paguem pelo que fizeram", afirmou.

"Já anistiamos no passado quem fez barbaridade no Brasil. Agora pedimos a todos os deputados e senadores um projeto de anistia", disse Bolsonaro, se referindo à Lei da Anistia do pós-ditadura.

O período ditatorial anterior no Brasil (1964-1968) é instalada usando o pretexto de proteção a Ordem e a Constituição, ainda assim, Bolsonaro ironizou: "Golpe usando a Constituição? Tenha santa paciência".  

O ex-presidente já foi condenado pelo TSE por ataques e mentiras sobre o sistema eleitoral, por exemplo, e é alvo de diferentes outras investigações no STF. Neste momento, ele está inelegível ao menos até 2030.

Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do PL e também alvo da PF sobre a trama golpista, esteve horas antes na Paulista e fez apenas uma rápida saudação ao público. Segundo decisão do STF, ele e Bolsonaro não podem conversar durante as investigações.