22 de maio de 2024
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GOVERNO LULA

Chefe da Casa Civil e Barbosinha vão a posse de Simone Tebet

Esposo da ministra, secretário de MS fala em concluir fábrica de fertilizantes de Três Lagoas

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O vice-governador Barbosinha (Progressistas) e o chefe da Casa Civil, Eduardo Rocha, estiveram nesta 5ª.feira (5.jan.23) na cerimônia de posse de Simone Tebet (MDB), como ministra do Planejamento e Orçamento do governo Lula (PT). 

Barbosinha esteve no ato representando o governador Eduardo Riedel (PSDB), e comentou que o governo de Mato Grosso do Sul se sente prestigiado com a presença da Simone Tebet como ministra do Brasil. "Muito importante para o Estado pelo trabalho que ela vai fazer lá em Brasília, pela interlocução que ela terá para alavancarmos grandes projetos de investimento para nosso Estado", afirmou.

A ex-senadora sul-mato-grossense assinou a ata de posse no Salão Nobre do Palácio do Planalto, em Brasília. Tebet fez um discurso sobre a responsabilidade social que foi elogiado pelo vice-governador. "Não há país rico se esta riqueza não for compartilhada com as pessoas mais pobres. Não adiantar ter grandes obras, se a pessoa sente fome. O recado que foi dado é que o orçamento será inclusivo e participativo. Todos estarão incluídos, as grandes obras, as ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos e sobretudo estarão inseridas as pessoas", avaliou.  

Da direita para a esquerda: Eduardo Rocha, o ex-presidente José Sarney e Barbosinha durante a cerimônia de posse da ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet. Foto: ReproduçãoDa direita para a esquerda: Eduardo Rocha, o ex-presidente José Sarney e Barbosinha durante a cerimônia de posse da ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet. Foto: Reprodução

Chefe da Casa Civil e esposo de Simone Tebet, Rocha celebrou o protagonismo de MS no cenário nacional."A Simone [Tebet] não será ministra de qualquer pasta, e sim do Planejamento e Orçamento. Mais uma vez uma grande satisfação ao Estado, ter alguém que vai planejar o futuro e que pode também ajudar Mato Grosso do Sul. Temos interesses legítimos nesta interlocução, como obras de infraestrutura, entre elas a fábrica de fertilizantes (Três Lagoas) que está 80% pronta". Ele refere-se a fábrica inacabada de fertilizantes nitrogenados da Petrobras — UFN-III. A mesma foi projetada para reduzir pela metade a atual dependência do Brasil de importações de adubos à base de amônia e ureia, que beira 90%. A obra teve início há 10 anos e foi interrompiada após o processo de impeachment que removeu Dilma Rousseff (PT) do cargo de presidenta.  

Em fevereiro de 2022, o governo de Jair Bolsonaro (PL) tentou vender a fábrica ao grupo russo Acron, herdeiro privado da base produtora de fertilizantes da extinta União Soviética. A venda só não se concretizou, porque Tebet como Senadora pediu esclarecimentos sobre a escusa negociação do governo federal com os russos. Mostramos aqui no MS Notícias que horas após cobrança de Tebet, a Petrobras recuou da venda da UFN3 em MS. 

O DISCURSO DE TEBET

O ex-presidente José Sarney, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, que toma posse em cerimônia no Salão Nobre do Palácio do Planalto.  Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilO ex-presidente José Sarney, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, que toma posse em cerimônia no Salão Nobre do Palácio do Planalto.  Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em seu discurso, Tebet reforçou uma das promessas de campanha de Lula: "Os pobres estarão prioritariamente no orçamento público. A primeira infância, idosos, mulheres, povos originários, pessoas com deficiência, LGTBQIA+. Passou da hora de dar visibilidade aos invisíveis. Tem de abarcar todas essas prioridades, sem deixar de ficar de olho na dívida pública". “Passou da hora de dar visibilidade aos invisíveis, seguindo o que está previsto no plano de governo. Estaremos prontos para apresentar os melhores diagnósticos para o Brasil, e os melhores caminhos ao País. Com objetivos e metas bem definidas, tendo avaliações periódicas”, adicionou.  

A ministra destacou ainda que pretende conciliar as promessas de governo e os programas sociais com a responsabilidade fiscal, mas reconheceu que não será uma tarefa fácil. “O cobertor é curto. Não temos margem para desperdícios ou erros. Definidas as prioridades por cada ministério, caberá ao Ministério do Planejamento, em decisão técnica e política com as demais pastas econômicas e com o presidente Lula, o papel de enquadrá-las dentro das possibilidades orçamentárias”, disse.

Apesar das conhecidas divergências sobre a política econômica que tem com o ministro da fazenda, Fernando Haddad, Tebet destacou um dos pontos de convergência com o colega: a defesa de uma reforma tributária, "esperada há anos".

“Comungamos com a visão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, da necessidade premente de cuidar dos gastos públicos e da aprovação urgente de uma reforma tributária, para garantirmos menos tributos sobre o consumo, um sistema tributário menos regressivo, com simplificação e justiça tributária. Somente assim teremos o crescimento necessário para garantir emprego e renda de que o Brasil necessita”, afirmou.

A posse de Simone Tebet teve a presença do vice-presidente, Geraldo Alckmin, ministros, senadores e parlamentares. Ao menos 1 mil convidados foram a posse de Tebet, segundo a assessoria da ministra.