22 de maio de 2022
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'Capital no lixo'

'Manda quem pode, obedece quem é Justiça': Solurb não pode pensar só em dinheiro, diz Telles

Prefeitura depositou o valor de salários, mas Solurb alega que não é suficiente.

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Parece que o impasse entre a Solurb, prefeitura e agora a Justiça não tem fim. Isso por quê a empresa responsável pela coleta de lixo em Campo Grande continua ‘desafiando’ a Justiça com o não cumprimento as liminares que a obriga a voltar a recolher o lixo na cidade.
Já são três liminares e agora por determinação a pedido do MPE (Ministério Público Estadual) por meio do juiz substituto da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos da Capital, Marcelo Ivo de Oliveira, a empresa tem a ordem de retomar a coleta de lixo sob multa de R$ 100 mil por dia. 

‘Falta de vontade’

Enquanto as ordens judiciais chegam e as multas só aumentam, o vereador Chiquinho Telles, (PSD) visitou a prefeitura de Campo Grande na manhã desta sexta-feira (18) para buscar mais informações com o prefeito Alcides Bernal (PP), de como tentar resolver a questão do lixo. “Vim aqui conversar com o prefeito para verificar o que pode ser feito para acabar com essa situação. Não pode só pensar no dinheiro, tem que pensar na cidade, tem que ter uma contrapartida, pensar na população. Acho que a Solurb tem condições de chamar o prefeito e sentar e resolver. Tem condições de pagar, ta faltando boa vontade e o prefeito não vai fugir de pagar, só tem que ter uma contrapartida. Se o prefeito precisar de uma suplementação na Câmara podemos votar a favor, pensando no que for bom. Não é hora de pensar em política, ano que vem é eleição e cada um pede voto para quem quiser, agora tem que resolver o problema”, disse o vereador que continua se declarando independente da base de Bernal na Câmara.  

Greve
Os funcionários da Solurb continuam em greve, desde a última terça-feira (8) enquanto a prefeitura depositou em juízo na última quinta-feira (17) o valor de R$ 1.568.800,00 à Justiça do Trabalho. A empresa afirma que precisa de R$ 2,7 milhões para pagar a folha salarial e que esse valor depositado não cobriria de forma integral o débito.

Com isso, a prefeitura alega que a cidade pode entrar em colapso e em risco de epidemia de acordo com o (art. 267 do Código Penal), por desobediência e crimes contra a organização do trabalho a população ‘paga a conta’ sem poder abrir ao menos a janela de casa, pois o cheiro de lixo já contaminou a cidade.